Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 10 - Descobertas

(Zezé) – Ei Nic! Aonde você vai? Não estava dormindo?
(Nicolas) – Depois te explico Zezé!

A cabeça de Nicolas estava a mil. Ele não parava de pensar que Ricardo havia matado seus pais. Muito confuso, o garoto resolveu ir até a empresa falar com algum dos advogados de seu pai, sabia que não encontraria Ricardo lá nesse horário.

(Camilo) – Nicolas? O que você está fazendo aqui?
(Nicolas) – Preciso muito falar com você Camilo!
(Camilo) – Claro, vamos até minha sala.

(Camilo) – Algum problema?
(Nicolas) – Eu queria saber umas coisas sobre o testamento do meu pai. Vocês que o ajudaram a fazer não foi?
(Camilo) – Sim, eu, o Sérgio e o Hugo, mas por quê? Vamos nos sentar...

(Nicolas) – Eu achei estranho... meu pai deixou tudo para o Ricardo e ainda colocou uma cláusula que eu perderia tudo por mal comportamento e agora que saí de casa...
(Camilo) – Você saiu de casa?
(Nicolas) – Sim. Não suportava mais aquilo.
(Camilo) – Você não podia ter feito isso.
(Nicolas) – Eu sei, agora perdi tudo, mas você não imagina o que estava sendo morar com o Ricardo.

(Camilo) – Bem Nicolas, não sei se deveria te contar isso, mas acho que o testamento do seu pai foi falsificado.
(Nicolas) – Como assim?
(Camilo) – Ele não condiz nenhum pouco com o original que fizemos, não há dúvidas que ele foi alterado.
(Nicolas) – Mas como isso pôde acontecer? Meu pai confiava em vocês!
(Camilo) – E nunca demos motivo para ele não confiar. Não se envolva nisso Nicolas, você é muito novo para esses assuntos. Eu e o Sérgio estamos cuidando de tudo.

(Nicolas) – E o Hugo?
(Camilo) – Depois que ele virou o braço direito do Ricardo não contamos mais com ele, até achamos que...
(Nicolas) – O que?

(Camilo) – Nada, coisa minha. Bom, tenho uma reunião com o Sérgio agora e...
(Nicolas) – Ok, já estou indo. Obrigado Camilo.

Nicolas foi embora mais confuso ainda. Seria possível Ricardo modificar o testamento? Como ele poderia descobrir se nem Camilo e Sérgio sabiam? Ele resolveu ir até o hospital rever Alfredo.

No colégio...

(Clarissa) – Ué Lipe, você sozinho? Cadê a Drica?
(Lipe) – Boa pergunta Clarissa, não faço idéia. Ela anda meio estranha, toda tristinha...
(Clarissa) – Eu precisava falar com ela. Bom, vou procurar.

(TJ) – Clarissa!
(Clarissa) – Oi TJ! Estou com pressa, depois nos falamos...

(Isis) – Ui, que gelo!
(TJ) – Não enche Isis. Pelo menos eu estou muito mais adiantado que você, o tal do Nicolas nem te enxerga!

(Isis) – Você que pensa, não perco aquele cofre loirinho por nada. Logo logo ele estará em minhas mãos.
(TJ) – A Clarissa também vai ser minha!

(Clarissa) – Oi gente! Por acaso vocês não viram a Drica por aí?
(Marta) – A vi indo para a biblioteca.
(Clarissa) – Ah, ok. Obrigada!

(Clarissa) – Oi Albi! Viu a Drica por aí?
(Albi) – Como vai Clarissa? Drica? Ah sim, a Adriana, está ali olhando uns livros.

(Clarissa) – Drica? Está chorando amiga?
(Drica) – Nenhum pouco, só lavando os olhos de dentro pra fora. BUAAAAA!!!

(Drica) – Desculpa...
(Clarissa) – Não se preocupe, o que foi?
(Drica) – Eu estou mal amiga, nem sei direito o que eu tenho. Eu sou um nada!
(Clarrisa) – Por acaso isso tudo se chama Lipe?

(Drica) – Como assim?
(Clarrisa) – Ora Drica, não precisa esconder. Eu percebi ontem no recreio como você ficou quando ele disse que a Isis era linda. Você gosta dele né?
(Drica) – E quem sou eu pra gostar de alguém? Ninguém repara em mim. A não ser por esse cabelo sempre diferente. Por isso faço isso, de algum modo alguém tem que me notar.
(Clarissa) – Deixa disso Drica! Tenho certeza que o Lipe te adora!

(Drica) – Essa gorda feia? Ele deve sentir pena, por isso é meu amigo. E não viaja Clarissa! Eu posso ter ficado pra baixo por saber... hummm... o quanto os homens valorizam apenas a beleza externa... é, é isso. Olha, até falei bonito! Eu e o Lipe somos apenas amigos.
(Clarissa) – Tem certeza?
(Drica) – Abafa o caso, vou ficar bem. Aliás, já estou ótima viu? Vem cá, e o TJ? Se me perguntar “o que tem ele?” vai levar uma bofetada!

(Clarrisa) – Ai, não sei... você acha que...
(Drica) – O único defeito dele é ser amigo daquela Isis, no resto. E tá na cara que ele é doido por você!
(Clarissa) – Também gosto dele, mas ele é tão amigo da Isis... será que os dois...
(Drica) – Alouuuuu! Acordar menina! A atirada da Isis só falta escrever na testa: “Nicolas Macfay, sou toda sua!”

(Clarissa) – Ele também anda olhando com outros olhos pra ela...
(Drica) – Pronto, assim tudo se resolve. Você e o TJ e o Nic com a Isis. Meu Deus!!! O que estou dizendo?! O Nic não merece aquela mocréia!

Clarissa ri.

(Drica) – Enfim, resumindo a história: tem algum cupido marcando ponto nesse colégio, mas esqueceu da pata xoca aqui que sobrou mais uma vez, mas isso não vem ao caso. Menina, você ficou sabendo do último babado?!

(Albi) – Xiiiiuuu! As mocinhas já passaram dos limites, tem gente querendo estudar!

(Clarissa) – Essa Albi tem algum distúrbio, a biblioteca está vazia.
(Drica) – Vou pagar um bronzeamento artificial pra ela tadinha, quase transparente. E se ela aceitar umas gordurinhas, tenho de sobra aqui, ela está precisando!

No hospital...

(Nicolas) – Oi Doutor. Como o Alfredo está?
(Dr. Afrânio) – Nada bem. Há umas duas horas ele acordou, não disse nada, não se mexeu e ficou inconsciente de novo.
(Nicolas) – Mas até quando ele vai ficar assim?
(Dr. Afrânio) – Agradeça se ele não entrar em coma definitivamente. Fizemos alguns exames... é provável que ele perca os movimentos das pernas por causa da queda, só não sabemos se será definitivo, isso só quando ele acordar.

(Nicolas) – Meu Deus, o Alfredo não merecia isso. Será que o Ricardo tem alguma coisa a ver com isso?!
(Dr. Afrânio) – O que você disse garoto?
(Nicolas) – Nada não. Bem, obrigado.

Na empresa...

(Hugo) – Ricardo, temos que conversar.
(Ricardo) – Se for vir com aquele papo de um quarto da herança...
(Hugo) – Ainda não esqueci. Saiba que você está em minhas mãos.
(Ricardo) – Isso é uma ameaça?

(Hugo) – Entende como quiser, mas não foi isso que vim falar...
(Ricardo) – Então?
(Hugo) – O Camilo e o Sérgio estão desconfiados...
(Ricardo) – Era só o que me faltava, todos deram pra desconfiar agora?
(Hugo) – Se você não rever a minha parte nessa história toda, não vou perder nada em contar algumas coisinhas para eles...

(Ricardo) – Você não seria capaz!
(Hugo) – Não seria mesmo se eu tivesse algum motivo para abafar o assunto, mas como você continua querendo me passar a perna... Era só isso que queria dizer, tenha um bom dia.

(Ricardo) – Você não sabe com quem está se metendo!

Capítulo anteriorPróximo capítulo