Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 11 - O cerco se fecha

Na casa dos Macfay...

(Débora) – Que saudade meu gostosinho!
(Ricardo) – Agora não Débora!
(Débora) – Credo, vai negar fogo agora? Que mau humor é esse?
(Ricardo) – Está tudo dando errado, todos desconfiando, me chantageando...

(Débora, assustada) – Como assim? Está falando do Alfredo? Com aquele velho você não precisa se preocupar, ele está mais pra lá do que pra cá.
(Ricardo) – Menos mal, mas não é só ele. Aqueles paus mandados do Jorge, o Camilo e o Sérgio, estão desconfiando da autenticidade do testamento.
(Débora) – Mas já esperávamos por isso, afinal eles que fizeram o testamento original. Por isso temos que ter o Hugo conosco.
(Ricardo) – Não diga esse nome! Aquele desgraçado que está me chantageando, até me ameaçou hoje!

(Débora) – Mas por que ele faria isso?
(Ricardo) – E você ainda pergunta? Não seja tola! Dinheiro, claro. Ele está querendo uma quantia que, pra minha surpresa, eu não tenho, boa parte da fortuna do infeliz do Jorge está aplicada em bens. Não sei o que fazer com ele. Vou tomar um banho e relaxar, tenho que encontrar uma saída.

(Débora) – O cerco está se fechando, tenho que tirar o meu da reta.

No hospital...

(Zezé) – Ai Alfredo, como você me faz falta amigo. Aquela casa está um verdadeiro inferno, só você levava um pouco de tranqüilidade pra lá. Sua casa lá na pensão já está pronta, vamos ser vizinhos! Quando você ficar bem, vamos fazer um almoço especial, todos juntos...

Zezé estava triste pelo estado de Alfredo, mas se manteve forte e ia visitá-lo todos os dias. De repente, quando Zezé menos esperava, Alfredo acorda.

(Zezé) – Alfredo? Enfermeiraaa, ele acordou!!! Doutor Afrânio, rápido!

Alfredo estava muito fraco, pálido. Ele não disse uma palavra, apenas fixou os olhos muito abertos no teto e assim ficou. Depois de um tempo se voltou para Zezé, uma lágrima escorreu de seus olhos e ele dormiu novamente.

(Dr. Afrânio) – O que foi, ele acordou?
(Zezé) – Sim doutor! Mas ele não disse nada, mal se moveu e voltou a dormir.
(Dr. Afrânio) – Isso é um ótimo sinal. Em breve você terá seu amigo de volta.

Zezé quase explodiu de alegria e, sem perceber, abraçou o médico, agradecida.

(Zezé) – Muito obrigada, Doutor!

No colégio...

(TJ) – Bom dia gatinha!
(Isis) – Não começa com essa conversa mole TJ, se manca garoto!
(TJ) – Eu hein, acordou com a macaca hoje? É TPM?
(Isis) – Sim! TPM: Tô prestes a matar!

(TJ) – Imagino o motivo: Nicolas Macfay, o cofre humano mais cobiçado da escola que não te dá a mínima bola.
(Isis) – Você é um trouxa TJ! Enquanto fica aqui me perturbando ele está lá, com a Clarissa!
(TJ) – A Clarissa já está na minha.
(Isis) – Ah é? Então o que ela está fazendo ali sozinha? Acorda TJ! Cuide dela que eu me viro com o Nicolas, amanhã mesmo se ele vier na aula, ele não me escapa!

(TJ) – Já te disse que você não presta? Tão nova e já correndo atrás de uma carteira recheada.
(Isis) – Sua opinião a meu respeito não tem a mínima importância. Aliás, nem vem com esse papo, suas intenções com a Clarissa são financeiras também!
(TJ) – Mas é diferente...
(Isis) – Não é! Anda logo, pega aquela songa monga de jeito!

(TJ) – Clarissa, posso me sentar?
(Clarissa) – Claro TJ, fique a vontade...
(TJ) – Então... e o Nicolas? Ele está sumido.

(Isis) – Meu Deus, como ele é idiota! Isso é hora pra se perguntar do Nicolas?!

(Clarissa) – Ele teve alguns probleminhas, mas amanhã ele volta...
(TJ) – Faz muito tempo que quero te perguntar isso, mas nunca tenho oportunidade...
(Clarissa) – Pergunte então.
(TJ) – Vocês cresceram juntos, são muito amigos coisa e tal... já rolou alguma coisa entre vocês?
(Clarissa) – Eu e o Nic? Bem... somos amigos... *pensando: Até onde eu sei não passa de amizade...
(TJ) – Que bom... é porque... sabe Clarissa...

(Isis) – Anda logo topeira, pára de enrolar!

(TJ) - ... eu gosto muito de você e...

TJ se aproxima de Clarissa e tenta beijá-la.

(Clarissa) – Ai, desculpa TJ, mas tenho que ir. Esqueci que tenho que entregar um livro pra Albi e... depois continuamos essa conversa.

(Isis, rindo) – HÁ HÁ HÁ!!! Que fora fantástico! Foi trocado pela desmilinguida da Albi!
(TJ) – Vai se ferrar Isis. Diferente de você, eu fui muito bem. Não viu o que ela disse? “Depois continuamos essa conversa.”
(Isis) – Quero só ver, mas você foi útil. Pelo menos agora sabemos que ela e o Nicolas não têm nada.

(Drica) – Ei Clarissa! Aonde você vai nessa pressa?
(Clarissa) – Estou correndo do TJ!!!

(Drica) – Pára tudo! Como assim menina?
(Clarissa) – Nós quase...
(Drica) – Se beijaram? Aleluia! Até que enfim ele tomou atitude.
(Clarissa) – Mas não rolou nada, fiquei nervosa e saí. Imagina se a Clotilde pega a gente?
(Drica) – Isso é hora pra lembrar daquela velha? Mas eu não acredito que você deu um fora nele!

(Clarissa) – Não foi um fora, eu fiquei nervosa, não estava esperando e...
(Drica) – Você nunca beijou, já sei...
(Clarissa) – É!
(Drica) – Bem-vinda ao clube das BV encalhadas.
(Clarissa) – Mas é sério Drica, será? Não tenho certeza se quero que seja com ele.

(Drica) – Nem vem amiga, lembre-se daquele ditado super útil: “Se não encontrou seu príncipe encantado ainda, divirta-se com os sapos!” No meu caso nem os sapos me querem, mas...
(Clarissa, rindo) – Ai Drica, só você mesmo. Ei, olha um sapo vindo ali!

(Lipe) – Sapo? Respeito é bom e eu gosto viu?
(Clarissa) – Brincadeira Lipe, coisa de mulheres. Aonde você vai?
(Lipe) – Boa pergunta, nem eu sei, nos vemos depois, tchau!

(Clarissa) – Credo! Hoje ele está atacado!
(Drica) – Nem falou comigo...
(Lipe) – Drica, seu cabelo ainda vai cair uma hora!
(Drica) – Idiota!

(Clarissa) – Não liga, seu cabelo está lindo.
(Drica) – Gostou mesmo? Ainda bem. Esse aplique custou os olhos da cara!

Capítulo anteriorPróximo capítulo