Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 13 - Traições

No outro dia...

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(Débora) – Ricardo, eu estive pensando...
(Ricardo) – Sobre?
(Débora) – A casa está para cair, então precisamos agir.
(Ricardo) – Isso eu já sei, não precisa me lembrar.
(Débora) – DEIXA EU FALAR??? Então... nosso problema é o Hugo não?
(Ricardo) – Sim, ele, o Camilo, Sérgio e o Alfredo.

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(Débora) – O Alfredo é carta fora do baralho. O Camilo e o Sérgio são dois coitados que não podem fazer nada. Acho que sei o que fazer com o Hugo.
(Ricardo) – O quê? Eliminá-lo? Já pensei nisso, daria muito na cara, mas se não tiver outro jeito...
(Débora) – Não é isso! Posso usar uma arma que nenhum homem resiste.
(Ricardo) – COMO É QUE É?

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(Débora) – Nem vem com ataques de ciúmes, não é hora pra isso. Sim, vou tentar seduzi-lo, fazer ele ficar de bico fechado de alguma forma.
(Ricardo) – Eu já imaginava, mas não sabia que você era tão vadia!
(Débora) – E você é o que então? Um vigarista que está prestes a perder tudo. E outra, você adora essa vadia sua aqui.
(Ricardo) – Isso eu não posso negar...

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(Débora) – Calma aí mocinho... Então fica combinado assim? Hoje mesmo procuro o Hugo.
(Ricardo) – Está bem. Agora chega desse papo.

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No hospital...

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(Dr. Afrânio) – Senhora, que bom que está aqui. O Alfredo acordou e pode ir para casa hoje mesmo.
(Zezé) – Jura?
(Dr. Afrânio) – Sim, mas tem um probleminha. Ele perdeu a memória, mas...
(Zezé, assustada) – O QUE???

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(Dr. Afrânio) – Fique calma. Sim, ele não se lembra de nada. Já esperávamos por isso, mas pode ser temporário, provavelmente. E ele poderá voltar a sua vida normal aos poucos, agora ele precisa de muito repouso.
(Zezé) – Entendi... Posso vê-lo?
(Dr. Afrânio) – Claro.

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(Zezé) – Alfredo? Sou eu, Zezé, sua amiga.

Alfredo encarou Zezé com um olhar profundo e vazio, parecia querer dizer algo, mas não conseguia.

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(Alfredo) – Desculpe-me senhora, eu...
(Zezé) – Não precisa dizer nada, o médico já me explicou tudo. Vai ficar tudo bem, você vai para sua casa, ficar junto de seus amigos.

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Mais tarde, Débora chega à empresa Macfay.

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(Camilo) – Isso não está certo! Está na cara que o Ricardo fraudou esse testamento, com a ajuda do Hugo!
(Sérgio) – Como você tem tanta certeza? Que o testamento foi alterado não temos dúvidas, mas o Hugo?

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(Camilo) – Sim. Quem mudaria tudo com tamanha perfeição? O Hugo, assim como nós, sabe de todos os bens do Jorge e não deixou escapar nada. Além disso, não é muita coincidência ele ter sido promovido a um cargo tão importante em tão pouco tempo?
(Sérgio) – Realmente. O que fazemos então?
(Camilo) – Provar a falsidade desse testamento não vai ser nada fácil...

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Camilo e Sérgio não perceberam, mas Débora ouviu tudo o que eles disseram.

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(Sandra) – Boa tarde senhora, precisa de algo?
(Débora) – Ah sim, quero falar com o Hugo, ele está?
(Sandra) – Está sim, é naquela sala ali, à esquerda.

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(Débora) – Hugo?
(Hugo) – Dona Débora? O que a senhora faz aqui?
(Débora) – Dona, senhora... quanto formalismo, odeio isso! Pode me chamar apenas de Débora. Vim tratar de negócios.

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(Hugo) – Negócios? Você?
(Débora) – Sim. E não pense que vim a mando do Ricardo, pelo contrário.
(Hugo) – Então?
(Débora) – Estou sabendo que o plano dele começou a demonstrar sinais de falha.
(Hugo) – Por culpa dele, eu só quero a minha parte.
(Débora) – Mas ele não tem todo esse dinheiro. E outra coisa, aqueles dois advogados mequetrefes, Sérgio e Camilo, estão desconfiadíssimos!
(Hugo) - Deixa isso comigo, eles não podem fazer nada.
(Débora) - Menos mal... Enfim, deixa o Ricardo pra lá. Vim aqui para fazer... ahn... uma espécie de sociedade. Logo logo o Ricardo vai estar na lama e eu com certeza não vou acompanhá-lo.

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(Débora) – Você não acha um desperdício uma mulher como eu me sujar junto com ele?
(Hugo) – Claro! Você merece muito mais que aquele homem.
(Débora) – Eu sei disso, por isso estou aqui, podemos lucrar muito mais, juntos, e de quebra acabar com ele. É isso que eu quero: acabar com Ricardo Macfay!

Na pensão...

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(Nicolas) – Alfredo! Que maravilha, você está melhor que eu!
(Zezé) – Sim, ele está vendendo saúde!
(Nicolas) – Seja muito bem-vindo. Vai ser bom tê-lo aqui conosco.

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(Alfredo) – Quem é o garoto?

Zezé explica a situação para Nicolas...

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(Nicolas) – Caramba! Justo agora que...
(Zezé) – Que?
(Nicolas) – Nada não. Mas ele vai ficar assim pra sempre?
(Zezé) – O médico disse que provavelmente será passageiro, seqüelas da queda sabe?

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(Zezé) – Vamos para o quarto, você precisa descansar Alfredo.

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(Zezé) – Tudo prontinho. Está tudo bem Alfredo?
(Alfredo) – Perfeito!
(Zezé) – Vamos Nicolas? Quero falar com você sobre o Francis.
(Nicolas) – Ah sim, já vou então.

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(Zezé) – Não demore.
(Nicolas) – Está bem.
(Alfredo) – Ei garoto, vem aqui...
(Nicolas) – Precisa de alguma coisa Alfredo?
(Alfredo) – Quero falar com você Nic, sobre tudo isso que aconteceu, o Ricardo...
(Nicolas) – Mas... espera aí! Você não estava...
(Alfredo) – Fingindo, para minha segurança!

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(Alfredo) – Presta atenção Nicolas. O acidente foi naquele dia que tivemos aquela conversa certo?
(Nicolas) – Sim.
(Alfredo) – Pois então. Tenho certeza que o Ricardo ou a Débora ouviram nossa conversa e descobriram minhas desconfianças. Aquilo não foi um acidente.
(Nicolas) – Você está dizendo que...
(Alfredo) – Isso mesmo, eles tentaram me matar! A Débora levou um chá para eu beber, fui ingênuo e não desconfiei, porque é a Zezé quem sempre faz esses chás. Mas dessa vez parece que a coisa foi diferente. Só estou vivo porque o veneno era muito forte e deixou um gosto horrível, então não bebi todo o chá.

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(Nicolas) – Veneno?
(Alfredo) – Sim! Logo depois, o pouco de chá que bebi fez efeito. Comecei a me sentir muito mal, estava indo à cozinha quando desmaiei e caí da escada.
(Nicolas) – Então...
(Alfredo) – Escuta Nicolas, a situação está mais séria do que parecia. O Ricardo está desesperado por saber que alguém sabe de tudo que ele armou e não medir esforços para eliminar quem atravessar seu caminho. Esse tempo no hospital me fez ter certeza de tudo isso.

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(Nicolas) – Mas pra que esse fingimento?
(Alfredo) – Ninguém pode saber. Se o Ricardo ou a Débora souberem que me recuperei eles vão atacar novamente. Mas sabendo que eu perdi a memória, não vou mais ser uma ameaça. Nicolas, isso tem que ficar entre a gente, não conte a ninguém!
(Nicolas) – Mas a Zezé...
(Alfredo) – Pobre Zezé. Você não imagina o quanto é difícil pra mim enganá-la, mas é preciso. Tenho muito pena dela, ela não merece a filha que tem. A Débora é uma pessoa fria, calculista, capaz de fazer qualquer coisa para se dar bem!
(Nicolas) – Ela não merece OS filhos que tem...
(Alfredo) – Como assim?
(Nicolas) – Vou te contar...

Nicolas conta a Alfredo suas desconfianças, quase certas, sobre o envolvimento de Francis com drogas. Alfredo fica horrorizado.

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(Alfredo) – Coitado do Francis, conheço ele desde pequeno. Não é fácil ver uma pessoa que vimos crescer cair nesse mundo, às vezes sem volta.
(Nicolas) – O que aconteceu com esses dois?
(Alfredo) – Acho que foi a falta de um pai. A Zezé os criou sozinha, não tinha muito tempo porque tinha que trabalhar.

Nicolas parou por um segundo e lembrou-se das palavras que seu pai lhe disse naquele sonho.

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(Nicolas) – Alfredo, tenho que ir, preciso falar com a Zezé e com outra pessoa. Volto mais tarde.
(Alfredo) – Ei, aonde você vai com tanta pressa?

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(Nicolas) – Tentar ajudar um amigo!

Enquanto isso, em outra parte da cidade...

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(Francis) – Ei caras, tô fora do esquema!
(Diego) – Tá loco cara? Ninguém sai assim sem mais nem menos não!
(Deivid) – Calma aí, deixa o malandro falar.
(Francis) – Sujou geral pra mim. Ontem a polícia apareceu lá em casa.

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(Duda) – Eles te pegaram?
(Francis) – Não! Fugi antes com a parada. Não vou mais poder colaborar...
(Diego) – Eu sabia, você é um prego mesmo! E nossa grana, como fica?
(Francis) – Calma, vou pagar o que devo, mas vocês vão continuar lucrando comigo.

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(Deivid) – Fiado? Não viaja!
(Francis) – Mas caras, vocês me colocaram nessa, não podem me deixar sem agora!
(Duda) – Fica ligado Francis, você entrou nessa porque quis!
(Diego) – Estou vendo que vamos ter que resolver isso do modo convencional.

Diego parte para cima de Francis...

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(Diego) – E fica esperto com a gente agora, queremos nossa grana!

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