
Capítulo 16 - Revelações

(Isis) – Como eu odeio aquela Clotilde! Qual é o problema em dar uns beijinhos aqui na escola? E aí, fez o que eu te falei?
(TJ) – Antes não tivesse feito...
(Isis) – Como assim?
(TJ) – A Clarissa não é como você! Tentei agarrá-la de surpresa e só faltou ela me bater.
(Isis) – Meu Deus TJ, como você é burro!!! Não foi isso que eu quis dizer, não era pra você sair agarrando ela assim, sem mais nem menos.
(TJ) – Agora é tarde...
(Isis) – Problema seu, agora se vire. Já estou garantida com o Nicolas, a Clarissa é página virada.
(TJ) – Garantida com o Nicolas? Cadê ele então? Se manca Isis, ele só te beijou, aliás, você beijou ele, não vai passar disso.
(Isis) – Invejoso, dá pra você parar de agorar meu namoro?
(TJ) – Namoro?! HAHA! Faça-me rir, não viaja Isis! Preciso fazer as pazes com a Clarissa...
(Isis) – Tem outros partidos melhores, parte pra outra, ela não é a única patricinha riquinha da cidade.
(TJ) – Você que pensa, a mãe dela é montada na grana!
(Isis) – Sério? Pensei que fosse o pai dela.
(TJ) – Que nada, ele é um pé rapado, até rolam boatos de que foi golpe do baú o casamento deles.
(Isis) – Jura?! Que TUDO! Preciso espalhar isso. Bom, sua melancolia está me enjoando, deixe-me ir falar com o MEU namorado.
(TJ) – Você ainda vai se ferrar garota...
(Isis) – Nic, está indo aonde que não me chamou?
(Nicolas) – Ué, pra casa oras, a aula já acabou.
(Isis) – Não vai me convidar? Adoraria conhecer sua casa, tomar um banho de piscina...
(Nicolas) – É... ahn... não dá Isis, estamos no meio da semana. Quem sabe outro dia.
(Isis) – Está bem, nos vemos amanhã então.
(Nicolas) – Ok, tchau!
(Isis) – Vai ser mais difícil do que imaginei conquistar esse aí...
Na casa dos Macfay...
(Zezé) – Filha, ainda bem que te achei, preciso muito falar com você.
(Débora) – Ainda bem digo eu né dona Zélia? Essa casa está um verdadeiro pardieiro, esqueceu que você trabalha aqui?
(Zezé) – PÁRA COM ISSO DÉBORA, AGORA! Ainda sou sua mãe!
(Débora) – A partir de hoje não é mais! Não sou mais criança para a senhora levantar a mão pra mim!
(Zezé) – Desculpa filha, estou nervosa... é que o Francis...
(Débora) – Sabia que aquele moleque tinha alguma coisa a ver com isso. Preste mais atenção no seu filho viu? Avisa pra ele não levar o que não é dele pra casa...
(Zezé) – Como assim?
(Débora) – Você entendeu, tenho que sair.
(Ricardo) – O que está acontecendo aqui?
(Débora) – Nada amorzinho. Você não tem mais o que fazer mãe?
(Ricardo) – Que briga é essa?
(Débora) – Ai, não suporto mais ela toda triste por aí. Aquele maluco do meu irmão se meteu em alguma coisa. Acredita que ele roubou um vaso daqui de casa?
(Ricardo) – Roubou??? Que história é essa?
(Débora) – Deixa, não era nada caro. Bem, estou de saída.
(Ricardo) – Vai aonde?
(Débora) – Desde quando você monitora minha vida? Vou sair e pronto. Tchauzinho.
(Ricardo) – Hugo? Como estão as coisas?
(Hugo) – Tudo está correndo muito bem, nenhuma outra suspeita. O Camilo e o Sérgio não tocaram mais no assunto, pode ficar tranqüilo, você vai continuar com sua fortuna intocável!
(Ricardo) – Acho bom, acho muito bom! Mais tarde vou aí ver como estão as coisas. Mesmo o Camilo e o Sérgio estando neutros, temos que tirá-los da empresa.
(Hugo) – Você quem sabe.
(Hugo) – Palhaço!
(Camilo) – Corrigindo Hugo, palhaços! O Sérgio precisa saber disso.
(Sérgio) – Você está brincando! Então o Hugo realmente estava envolvido nessa história?
(Camilo) – Não só estava como agora parece que está tentando passar a perna no Ricardo. Isso não pode ficar assim! Aquele garoto, o Nicolas, perdeu os pais, a casa, tudo para esse homem, não é justo!
(Sérgio) – Mas o que podemos fazer?
(Camilo) – Já sabemos de tudo, agora só falta juntar as provas pra derrubar essa verdadeira máfia que foi montada dentro da empresa. Apenas os papéis do testamento não servem, mas já sei o que vou fazer.
Mais tarde, na casa dos Lampert...
(Alberto) – Sandra, me passe com o Hugo.
(Sandra) – Sim senhor, aguarde um minuto.
(Alberto) – Hugo, quantas vezes vou ter que dizer para você parar de me procurar? Já ajudei vocês a derrubarem o Jorge, apesar de não concordar com a maneira que vocês escolheram para isso. O que o Ricardo quer comigo?
(Hugo) – E eu que vou saber? Pergunte pra ele!
(Cléo) – Eu não acredito no que acabo de ouvir!
(Alberto) – CLÉO?! Calma, não é nada disso que...
(Cléo) – É o que estou pensando sim! Você foi muito claro: “ajudei vocês a derrubarem o Jorge”. Alberto, você foi responsável por isso tudo que aconteceu? O acidente, não foi um acidente???
(Alberto) – NÃO! Não foi isso, o Ricardo me procurou para ajudá-lo apenas com...
(Cléo) – Com o que?
(Alberto) – Eu não posso dizer, mas te juro que não fui responsável pela morte deles!
(Cléo) – Agora eu entendo o que o telefone da empresa estava fazendo nas suas coisas. Meu Deus, como eu pude me enganar tanto?! Você é um monstro Alberto! Aposto que você levou uma boa quantia para fazer isso!
(Cléo) – Isso, me bata se tiver o mínimo de dignidade! Eu podia perdoar qualquer coisa que você tivesse feito, mas trair minha confiança e acabar com a admiração que eu tinha por você, isso NUNCA!
(Alberto) – O que você está dizendo?
(Cléo) – Pegue suas coisas e suma da minha vida!
(Alberto) – Mas Cléo, eu te amo, fiz aquilo por odiar o Jorge!
(Cléo) – Como você tem coragem de falar em amor? Você só tem ódio, amargura, sentimentos ruins dentro de você. Será que você me amou algum dia ou foi só interesse pelo meu dinheiro?

(Clarissa) – PAI!
Alberto se assustou, encarou Clarissa e saiu rapidamente da sala.
(Clarissa) – Mãe, o que foi isso?
(Cléo) – Nada minha filha, nada...
Elas ouvem um barulho de carro, era Alberto saindo.
(Clarissa) – Como não é nada? O papai estava te batendo!
(Cléo) – Foi só uma... ahn... uma discussão boba e ele ficou nervoso, não se preocupe...
Antes de dizer outra palavra, Cléo desabou em lágrimas. Clarissa estava assustada e não sabia o que dizer
Enquanto isso, em outra parte da cidade...
(Francis) – Pronto, eu disse que conseguiria a grana!
(Diego) – Não fez mais que sua obrigação.
(Deivid) – Mas parece que tem mais do que você devia aí...
(Duda) – Tá querendo mais é?
(Francis) – Vocês têm aí?
Nicolas estava voltando pra casa e viu Francis conversando com os DDD, entregando o dinheiro e pegando alguma coisa logo em seguida.
(Nicolas, pensando) – Caramba! Isso está ficando sério demais, o Francis tem que parar com isso. Mas como?!
No outro dia, no colégio...
(Nicolas) – Uau Drica, você está linda!
(Drica) – Gostou mesmo Nic? Esse é meu cabelo natural, vou parar com essa bobeira de ficar mudando sempre. Como o Lipe disse, ainda iria ficar careca se continuasse com isso.
(Lipe, rindo) – Eu avisei. Mas realmente, você não precisava de nada daquilo pra... ahn...
(Nicolas) – Ficar bonita?
(Lipe, envergonhado) – É!
(Nicolas) – Viram a Clarissa? Preciso falar com ela.
(Drica) – Ela não veio no colégio hoje, acho que sei porque. Vê lá o que você vai dizer pra ela Nic, ela já está sofrendo demais.
(Nicolas) – O que?
(Drica) – Caramba! Eu e minha boca grande, estou parecendo a Isis, que horror! Cala-te boca. Bom, meninos, vejo vocês depois.
(Nicolas) – Entendeu alguma coisa?
(Lipe) – Talvez, mas... Ei, me conta isso direito cara, você e a Isis!
(Nicolas) – Nem me diga, a ficha ainda não caiu. Foi de uma hora pra outra cara, eu nunca imaginei!
(Lipe) – Mas você está gostando né? Aproveita!
(Nicolas) – Que nada, foi só um selinho. Eu nunca...
(Lipe) – BV Nicolas? Você está de brincadeira comigo!
(Nicolas) – É sério!
(Lipe) – Você não sabe o que está perdendo! Mas então, aproveitando o assunto, preciso falar com você.
(Nicolas) – Pode falar ué!
(Lipe) – Eu não estou agüentando mais ficar calado, é sobre a Drica. É que eu...