Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 17 - Surpresas, descobertas e desconfianças

No capítulo anterior, Cléo descobriu que seu marido, Alberto, estava envolvido na morte do casal Macfay. Eles tiveram uma séria briga e Alberto saiu de casa. Enquanto isso, Camilo e Sérgio estão cada vez mais próximos de desmascararem Hugo e Ricardo.
Lipe ia dizer alguma coisa sobre Drica para Nicolas, o que será? Saiba agora no capítulo 17. ;)

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(Nicolas) – Não vai me dizer que você gosta dela?!
(Lipe) – Caramba! Está dando tão na cara assim?
(Nicolas) – Não sei, mas eu particularmente percebi de uns dias pra cá. Quando nos conhecemos, eu nem me toquei, vocês só pareciam bons amigos.
(Lipe) – É, eu também achava isso. Mas há um tempo comecei a prestar mais atenção nela, na nossa amizade e quando discutíamos, mesmo que pelo motivo mais bobo, eu ficava pra baixo na mesma hora. Não foi difícil chegar a essa conclusão e desde isso...

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(Nicolas, rindo) – Você fica um bobão quando está perto dela.
(Lipe) – Exatamente! É, pelo jeito a escola inteira já sabe, dei muita bobeira.
(Nicolas) – Pelo contrário, nunca ouvi ninguém falar nada a respeito. Mas vem cá, qual o problema disso? Deixa todo mundo saber! Vai que ela corresponde.
(Lipe) – Acho que sim...
(Nicolas) – O que? Ela também gosta de você?
(Lipe) – Não sei, às vezes desconfio, pelos mesmos motivos da minha parte, agimos igual às vezes.
(Nicolas) – Que legal cara! Tá esperando o que pra correr atrás?

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(Lipe) – Não sei se iria dar certo.
(Nicolas) – Por que não? Vocês já se conhecem o suficiente para tentar, o primeiro passo já foi dado.
(Lipe) – É que ela...
(Nicolas) – Calma aí Lipe, você está tentando me dizer que tem vergonha dela???
(Lipe) – Ahnn...

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(Nicolas) – Que isso cara, agora você pisou na bola, e FEIO! A Drica é uma garota tão legal, inteligente, simpática, divertida... uns pneuzinhos a mais não tem problema.
(Lipe) – Eu sei, eu sei. Sou um idiota mesmo!
(Nicolas) – Não é assim também né? Sem querer me intrometer, mas já intrometendo... As férias estão chegando e pelo que sei, a Drica passa o mês fora, acho bom você não perder tempo.
(Lipe) – Você está mais do que certo! Só tem um probleminha...
(Nicolas) – Mais um?
(Lipe) – Como vou falar com ela?!

Na empresa...

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(Hugo) – O que você acha de terminarmos o que começamos logo?
(Débora) – Mas já? Você acha que o que você já fez é o suficiente?
(Hugo) – Claro! Vamos conseguir tirar o Ricardo da empresa fácil fácil e quem sabe colocá-lo atrás das grades.
(Débora) – E ficarmos com uma boa grana.
(Hugo) – Lógico, isso é o essencial. Resolvi adiantar as coisas porque ele anda perguntando demais sobre como andam as coisas por aqui, tenho medo que ele descubra algo.
(Débora) – Faça o que for necessário, o que importa é sairmos ilesos dessa história e com o bolso cheio.

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(Sandra) – Olá senhor Ricardo, veio falar com a Dona Débora?

Hugo ouve da sala.

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(Hugo) – O Ricardo aqui!
(Débora) – Ele não pode me ver!
(Hugo) – Calma, fique aqui.

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(Ricardo) – A Débora aqui?
(Hugo) – Oi Ricardo! Sandra, você pode terminar aquele relatório que te pedi?
(Sandra) – Sim senhor.
(Hugo) – E então, resolveu aparecer?
(Ricardo) – Sou o presidente da empresa, não posso tirar férias definitivas. Quero notícias de como anda tudo por aqui e precisamos falar sobre aquilo. Vamos entrar?
(Hugo) – Ahnn... na minha sala não! Vamos para a sala da presidência.

Ricardo fica desconfiado.

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(Hugo) – Fique tranqüilo Ricardo, o Sérgio e o Camilo podem ter certeza da fraude do testamento, mas não há como eles provarem nada, nosso plano foi um sucesso!
(Ricardo) – MEU plano. Falando nisso, resolveu aceitar a quantia que combinamos? Você não me disse mais nada.
(Hugo) – É... ahnn... bem... pra quem não tinha nada, aquilo é mais que o suficiente!
(Ricardo) – Estranho essa sua mudança repentina.
(Hugo) – Nada que uma conversa não resolva não é? Mas então, vai tirar o Camilo e o Sérgio da empresa?
(Ricardo) – Já que eles não representam perigo, eles podem continuar. Apesar de tudo, os dois são muito competentes.

Na casa dos Lampert...

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(Clarissa) – Uma briguinha boba mãe?! Não sou mais criança, fala o que está acontecendo! Nunca vi uma briga tão séria assim entre vocês.
(Cléo) – Ai minha filha, você não imagina o quão difícil é pra mim te dizer isso, mas seu pai não é o homem que eu achasse que fosse.
(Clarissa) – Você está dizendo que...

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(Cléo) – Essa foi nossa primeira e última briga, não vou aturar um homem capaz de...
(Clarissa) – Do que? FALA MÃE! Estou ficando agoniada!
(Cléo) – Você não merece passar por isso filha, me desculpe, mas eu e seu pai vamos nos separar, é definitivo.
(Clarissa) – Isso só pode ser um pesadelo!

Uma semana depois...

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(Diego) – Aí Francis, chega de enrolação cara, você já está nos devendo os olhos da cara, ou paga ou já sabe...
(Francis) – Calma aí cara, vocês sabem que eu pago.
(Duda) – Mas parece que está precisando de uma ajudinha para lembrar de sua dívida com a gente.

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(Nicolas) – Ei Clarissa! Que bom te ver, você estava sumida. Aconteceu alguma coisa?
(Clarissa) – É que... ahnn... bem Nicolas, é uma longa história.
(Nicolas) – Quer conversar? Você está triste.
(Clarissa) – Confio em você, vou contar sim.

Drica e Lipe estavam por perto e ouviram.

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(Drica) – Junte as peças Lipe: a Clarissa viu o Nic com a oxigenada, ficou toda triste e sumiu por um tempo. Resumindo: depressão pós chifre.
(Lipe) – Hein? Será que dá pra você desenhar?! Chifre Drica? Afe... eles nunca tiveram nada, talvez aconteceu alguma coisa com a Clarissa, outra coisa que não tenha naaaaada a ver com isso.

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(Drica) – É, pode ser. Mas que minha teoria tem um quê de verdade isso tem!
(Lipe) – Eu andei pensando... seria tão estranho ver o Nic e a Clarissa juntos não é? Somos todos amigos e...
(Drica) – É verdade...
(Lipe) – E seria a mesma coisa que nós dois...

Drica fica calada e abaixa a cabeça, envergonhada.

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(Nicolas) – Eu nem sei o que te dizer Clarissa...
(Clarissa) – É, nem eu digeri essa história ainda, está tudo muito confuso.
(Nicolas) – Mas pode contar comigo pra o que der e vier viu?
(Clarissa) – Eu sei disso Nic, obrigada. Isso está me lembrando quando...
(Nicolas) – ...meus pais morreram. Você estava lá e me deu a mesma força.
(Clarissa) – Pois é, pelo menos podemos contar um com o outro nessas horas.

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(Nicolas) – Não só nas horas difíceis, pode contar sempre comigo. Bem, o que eu tinha pra te falar...
(Clarissa) – Sobre o Francis não é? Ele está sumido da escola de novo.
(Nicolas) – E cada vez mais envolvido com os DDD e com... credo, não gosto nem de falar.
(Clarissa) – Eu estive pensando... acho que a única forma de ajudá-lo é tentar falar com ele. A Zezé também tem que estar junto.
(Nicolas) – Estamos tentando. Coitada, vejo ela chorando pela casa todos os dias...

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(Isis) – Ei Nic!
(Clarissa) – Sua namo...
(Nicolas, rindo) – Opa, namorada não, aquilo foi... ahnn... digamos que um engano, mas ela não larga do meu pé mais.
(Clarissa) – Vai lá então, depois continuamos a conversa. Mas pode ficar tranqüilo, o Francis tem quem o ajude.

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(Isis) – Qual vai ser a desculpa que vai inventar hoje pra eu não poder ir com você pra sua casa?
(Nicolas) – Que desculpa o quê Isis, aqueles dias só coincidiu, eu tinha outras coisas pra fazer.
(Isis) – E hoje?
(Nicolas) – Por que você quer tanto ir lá em casa?
(Isis) – Pra conhecer oras, se por fora aquela mansão já é linda, imagina por dentro. Também podemos aproveitar pra tomar um banho de piscina e...
(Nicolas) – E deixar pra outro dia, tenho que ir, estou com pressa.

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(Isis) – Droga! Por que ele está correndo de mim e insiste em não me levar na casa dele? É hoje que eu descubro!

Nicolas se apressou até se afastar do colégio para Isis não ver que ele estava indo para sua nova casa, na simples pensão que Zezé mora.

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(Nicolas) – Nem eu estou me entendendo mais. Qual é o problema da Isis saber que eu não moro mais naquela mansão, como ela mesma diz?

Isso nunca havia acontecido, mas pela primeira vez Nicolas sentiu vergonha de estar morando em um lugar simples, queria poder estar na sua antiga casa. Mais vergonha ainda sentiu por estar agindo daquele jeito. Caminhava tranqüilamente pensando em seus pais, na saudade que sentia, na Zezé, Francis e no sofrimento pelo qual Clarissa estava passando. Perdido nesses pensamentos, não percebeu que Isis o seguia.

Quando Nicolas chegou à pensão e ia entrar pelo portão dos fundos...

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(Isis) – Nicolas!!!
(Nicolas, pensando) – Não acredito nisso! O que foi Isis?!

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(Isis) – O que você está fazendo nesse lugar?
(Nicolas) – Ahnnn... bem... você sabe o que aconteceu com meus pais e...
(Isis) – Fala logo garoto!
(Nicolas) – É aqui que eu moro agora.
(Isis) – Como assim?! E sua casa, toda a fortuna dos seus pais?!
(Nicolas) – Não quero falar sobre isso. Bom, finalmente você veio na minha casa. Não tem piscina, mas podemos entrar pra conversar um pouco, ver TV...
(Isis) – Aí?! Não... é... fiquei de encontrar minha mãe pra fazermos compras. Tchau!

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(Isis, pensando) – Eu entrar nesse pardieiro? Nunquinha!

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