
Capítulo 19 - O retorno de Alfredo
(Nicolas) – Por que ele resolveu aparecer agora?
(Zezé) – Não faço idéia Nic, mas com certeza ele trouxe problemas junto com ele. O Francis não poderia agir de outra maneira a não ser essa.
(Clarissa) – Calma Zezé, vai acabar tudo bem.
Na empresa Macfay...
(Hugo) – O primeiro passo já foi dado.
(Débora) – Ele já vai em cana hoje?
(Hugo) – Não, foi apenas depor, as investigações estão só começando, mas eu deixei tudo tão evidente que em alguns dias fica provado os desvios de dinheiro e ele não terá escapatória.
(Débora) – Não vejo a hora disso acontecer, não suporto mais o Ricardo.
(Hugo) – Você terá a vida de rainha que sempre mereceu!
(Débora) – Só de imaginar que nunca mais vou chegar perto daquela pensão nojenta que minha mãe mora e que aquela mansão vai ser minha...
(Hugo) – Sua não, os bens do Ricardo serão confiscados.
(Débora) – Não importa, comprarei uma melhor ainda.
(Hugo) – Vamos lá pra casa?
(Débora) – Adoraria...
No outro dia, no colégio...
(Clarissa) – Você está vendo o que estou vendo Nic?
(Nicolas, rindo) – Parece que ele entendeu o que eu disse... quem diria, o Lipe e a Drica juntos.
(Clarissa) – Como assim, não entendi.
(Nicolas) – É que ele veio falar comigo sobre isso, dei uns toques nele.
(Drica) – Amigaaa!
(Clarissa) – Oi! Não vou nem perguntar se vocês estão bem...
(Drica) – Eu estou divinamente Ó-TI-MA!
(Lipe) – Você estava certo Nic, valeu pelo toque.
(Drica) – Então tem sua mão nessa história Nic?
(Nicolas, rindo) – Só dei um empurrãozinho, pode não parecer, mas o Lipe estava morrendo de vergonha...
(Drica) – Sou eternamente grata!
(Lipe) – Agora só faltam vocês se acertarem.
(Nicolas) – Vocês?
(Lipe) – Ai!
Drica dá um beliscão em Lipe.
(Clarissa) – Vamos entrar gente?
(Drica) – Estamos indo...
(Clarissa) – Cuidado pra Clotilde não pegar vocês... Nos vemos na aula. Vamos Nic?
(Nicolas) – Aham...
(Lipe) – Caramba, precisava me dar esse beliscão?
(Drica) – Você ia falar o que não devia!
(Lipe) – Ah, que bobeira isso! A Clarissa gosta do Nic, talvez ele também, só falta alguém dar o ponta pé inicial.
(Drica) – Se tiver que rolar alguma coisa entre eles, vai rolar, deixa isso com eles...
(Isis) – Não estou vendo isso! Que casalzinho mais “xumbrega”.
(Drica) – Falou comigo Sapa Mimosa?!
(Isis) – Aiiii... me poupe Adriana!
(Lipe) – Sapa Mimosa?!
(Drica) – É, uma mistura de sapo com vaca! Deixa ela pra lá...
(TJ) – Tô vendo que hoje não é seu dia... tomou outro fora do Nicolas?
(Isis) – Me poupe você também TJ. E nem me lembre do Nicolas!
(TJ) – Como assim?
(Isis) – Acredita que ele está morando numa pensãozinha de terceira com a ex empregada?
(TJ) – Como assim?! O cara é praticamente o dono dessa cidade!
(Isis) – Era! Droga, preciso me recompor... perder um partidaço daquele não faz bem pra minha pele.
(TJ) – Estamos sem sorte, já desencanei da Clarissa, agora você do Nicolas... é, estamos numa maré péssima.
(Isis) – Você e seu pessimismo repugnante! Eu ainda vou sair bem, muito bem!
Enquanto isso...
(Ricardo) – Eu não acredito que tive que passar por isso! Como vocês não me avisaram que isso estava acontecendo?!
(Camilo) – Como íamos saber? Quem cuidou das finanças da empresa foi o Hugo esse tempo todo.
(Ricardo) – Ele e aquela vagabunda da Débora vão me pagar muito caro!
(Sérgio) – O que o senhor disse?
(Ricardo, disfarçando) – Nada não, estava pensando alto. Mas então, eu vou sair dessa?
(Camilo) – Te confesso que a situação não é nada favorável a você Ricardo. Está evidente a irregularidade da empresa e sendo você o único responsável...
(Ricardo) – Eu não vou pagar por uma coisa que eu não fiz!
(Sérgio) – As coisas não são simples assim, aos olhos da justiça, como você é o principal responsável pela empresa...
(Ricardo) – Não precisa repetir o que o Camilo disse! Eu posso ser preso?
(Camilo) – Eles podem decretar uma prisão preventiva, mas como as investigações estão em andamento, você consegue um hábeas corpus fácil. Bom, por enquanto não podemos fazer mais nada.
(Ricardo) – Podem sair.
(Sérgio) – E então, está tudo correndo como planejamos?
(Camilo) – Mais ou menos... o Ricardo já está acuado, agora pegar o Hugo e a Débora...
(Sérgio) – Mas você não disse que sabia o que fazer?
(Camilo) – Sim, e fiz! Pensei na coisa mais simples: instalei microfones na sala da presidência, tenho conversas muito importantes gravadas.
(Sérgio) – E isso não é o suficiente?
(Camilo) – Talvez não...
Na pensão...
(Zezé) – Meu Deus, já está tarde e o Francis não aparece!
(Clarissa) – Calma Zezé...
(Zezé) – Ô minha filha, você está aqui a tarde toda comigo, sua mãe deve estar preocupada, vai pra casa.
(Clarissa) – Nossa, é verdade, preciso ir. Você vai ficar bem?
(Zezé) – Vou sim querida. Vá com ela Nicolas.
(Clarissa) – Vou vir aqui mais vezes te ver viu?
(Zezé) – Está bem. E muito obrigada pela ajuda.
Um tempo depois...
(Zezé) – Se pelo menos o Alfredo pudesse me ajudar, mas ele ainda está desmemoriado coitado... vou lá vê-lo.
(Alfredo) – Quem é?
(Zezé) – Zélia, Alfredo, sua vizinha.
(Alfredo) – Pode entrar.
(Alfredo) – Como vai a senhora?
(Zezé) – Ai Alfredo, você não sabe o quanto me dói te ver assim. Ainda não me acostumei, toda essa cerimônia, você me chamando de senhora, sempre fomos tão amigos... Precisava tanto de você, minha vida está um caos.
Sem falar nada, Alfredo ouviu o que Zezé tinha a dizer.
(Zezé) – Você não deve ter entendido nada...
(Alfredo) – Pelo contrário Zezé, compreendi e estou aqui pra te ajudar, como nos velhos tempos.
(Zezé) – Alfredo, você voltou?!
Na casa dos Lampert...
(Nicolas) – Chegamos.
(Clarissa) – Não quer entrar Nic?
(Nicolas) – Acho melhor não. Esse não é um bom momento pra visitas né? Sua mãe e tal...
(Clarissa) – Entendo...
(Nicolas) – E também não queria deixar a Zezé muito tempo sozinha. Bom, deixa eu ir então, manda um abraço pra sua mãe e fique bem.
(Clarissa) – Mando sim, até amanhã...
(Nicolas) – Tchau...
(Clarissa) – Nic...
(Nicolas) – Oi...?
Clarissa deu um forte abraço em Nicolas que retribuiu com carinho.

(Clarissa) – Muito obrigada por tudo, você é muito importante na minha vida. Eu...
(Nicolas) – Você...?
(Clarissa) – Te... ahnn... te adoro muito!
(Nicolas) – Também gosto muito de você. Bom, boa noite então.
(Clarissa, pensando) – Eu te amo!
(Cléo) – Oi minha filha, você demorou!
(Clarissa) – É, aconteceram umas coisas aí e não deu pra te avisar, desculpe.
(Cléo) – Tudo bem, como você está?
(Clarissa) – Estou melhor, o Nicolas me deu uma força...
(Cléo) – Adoro meu genrinho, ele é tão fofo!
(Clarissa) – Genro? Ai mãe... se ele pelo menos me enxergasse... Mas pelo jeito a senhora também está muito bem né?
(Cléo) – Ai minha santinha das peruas desocupadas, já te disse pra não me chamar de senhora Clarissa, me sinto uma velha! Mas então, estou melhor sim. Seu pai apareceu aqui hoje, conversamos civilizadamente...
(Clarissa) – Ele vai voltar?
(Cléo) – Não, pelo contrário, não dá mais filha, ele traiu minha confiança. Depois da conversa ele pegou as coisas dele e foi para um hotel, deixou endereço e telefone para quando você quiser vê-lo.
(Clarissa) – Certo... mas o que aconteceu entre vocês dois? Foi tudo tão repentino, não entendi nada até agora!
(Cléo) – Um dia você irá entender querida, mas me conte, e a tal Isis, se jogando pra cima do Nic ainda?
(Clarissa) – Mais ou menos, parece que ela se tocou. É até engraçado, o Nic dá vários foras nela...
(Cléo) – Que perfeito! Confia em mim filha, vocês ainda vão ficar juntos, palavra de mãe!
(Clarissa, rindo) – Essas previsões de mãe às vezes me assustam. Obrigada mamãe, te amo muito!
(Cléo, chorando) – Ô minha filha, não fala assim que me derreto toda e acordo com os olhos inchados amanhã!
(Clarissa) – Tem algum compromisso?
(Cléo) – Claro, vários! Shopping, cabeleireira, manicure, pedicure, massagista, academia e shopping de novo pra fechar o dia. Vou voltar a viver, tudo que eu quero agora é comprar, comprar, comprar e comprar mais um pouco, sem falar em encontrar um homem lindo, sarado, que goste de mim e rico, pra eu ter certeza que não é interesseiro.