Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 2 - O plano de Ricardo

Nas empresas Macfay...

(Jorge) – Sérgio? Preciso que você dê entrada na papelada do meu testamento. Venha você, o Hugo e o Camilo na minha sala para vermos isso.

(Sérgio) – Ok, já estamos indo. Mas por que tanta pressa?
(Jorge) – Nunca se sabe o dia de amanhã não é?

Depois de um tempo de reunião, estava pronto o testamento de Jorge Macfay, o início de seu fim. Nesse testamento, Ricardo ficava com a tutoria de Nicolas que seria o único herdeiro legal.

Na casa dos Macfay...

(Voz no telefone) – Alô? Ricardo? Está tudo certo para darmos início ao plano.
(Ricardo) – Enfim! Nos vemos ainda hoje.

(Débora) – Quem era?
(Ricardo) – Quem era não importa, mas chegou a hora de irmos para o topo!

(Débora, radiante de alegria) – Não acredito!!! Demorou hein? Mas vem cá, me explica uma coisa. Por que tivemos que esperar tanto?
(Ricardo) – Pensa um pouquinho. Se eu falsificasse o testamento antes do original, a data não teria validade. Eu tinha que esperar o Jorge fazer primeiro, por isso toquei no assunto e insisto com ele há meses.

(Débora) – Mas não era mais fácil só mudar a data?
(Ricardo) – Não seria tão bem feito. Eu precisava saber o que o Jorge pretendia pra ver o meu lado.
(Débora) – Nosso lado!
(Ricardo) – Agora vou lá na empresa. Meus dias de empregado subalterno estão acabando.

Na empresa...

(Ricardo) – E aí Hugo, o que tem no original?
(Hugo) – O Jorge deixou tudo para o filho e a tutoria para você.
(Ricardo) – Pra mim? Nunca! Me coloca fora disso. Odeio aquele pirralho. Sei lá, muda tudo, deixa a tutoria pra aquela velha que gosta tanto dele, a Zezé.

(Hugo) – E a parte da herança?
(Ricardo) – Inventa alguma coisa. Deixa tudo para mim, ou melhor, tudo meu até a maioridade dele. Acrescenta uma cláusula de em caso de má conduta, que ele possa perder tudo. Já pensei nisso.
(Hugo) – Vamos precisar da assinatura do Jorge.
(Ricardo) – Deixa isso comigo.

(Maria Clara) – Benzinho, já estou indo. A Cléo está lá em casa. Vamos começar a preparar a festinha do Nic.
(Jorge) – Está certo, não vou demorar muito.

(Maria Clara) – Tchauzinho Ricardo.
(Ricardo) – Até mais cunhadinha. *pensando: Aproveite seus últimos dias de senhora Macfay!

(Jorge) – Fala mano! Algum problema?
(Ricardo) – Não, só alguns papéis para você assinar.

Ricardo entregou vários papéis da empresa, entre eles, o testamento.

(Ricardo *pensando) – Isso, assina tudinho, seu palhaço!
(Jorge) – Prontinho. Tenho uma rápida reunião com um interessado nas empresas lá das Ilhas Simnárias, depois vou pra casa.
(Ricardo *pensando) – Aumenta o MEU patrimônio enquanto pode.

Se despediram e Ricardo foi ao encontro de Hugo acertar os últimos detalhes. Faltava pouco para a vida dos Macfay desmoronar.

Na casa dos MacFay...

(Maria Clara) – Oi Cléo! Tudo bem querida?
(Cléo) – Tudo divino! Tenho cada coisa pra te contar amiga...
(Maria Clara) – Imagino. Vamos subir. Débora, leve um cafezinho pra gente. E um comprimido para dor-de-cabeça pra mim, por favor.

(Débora) – Sim senhora. *pensando: Podia morrer.

(Cléo) – Dor-de-cabeça? Credo! Diga enxaqueca fofa. Muito mais chique!
(Maria Clara) – O que você queria me contar, bobinha?
(Cléo) – Ah é! Fui no shopping hoje. Comprei muuuuiiito. Estourei um cartão do Alberto, que aliás peguei escondida, mas passei uma vergonha enorme com o meu cartão novo. Aquele pão duro do Alberto o bloqueou.

(Maria Clara) – Mas ele não é de fazer isso. Que estranho. Ah! Cartão novo... você sempre se esquecendo. Você desbloqueou o cartão quando o recebeu?
(Cléo) – Ai, não acredito que era simples assim. Mas deu tudo certo. Comprei cada roupinha pra Clarissa, ela ficou parecendo uma princesinha!

(Maria Clara) – Pode entrar Débora... obrigada querida.
(Débora *pensando) – Se eu tivesse um laxante aqui comigo agora...

(Cléo) – Não vou com a cara dessa menina.
(Maria Clara) – Ela é meio avoada, mas... MENINA! Já está mais que em cima da hora o aniversário do Nicolas!

(Cléo) – É verdade. Estamos ficando velhas hein? Meu genrinho já é quase um homem. E a Clarissa também não pára de crescer.
(Maria Clara) – Pois é... o Nic não gosta muito de grandes festas, vai ser só uma pequena reunião.

(Nicolas) – Mamãe! Não vi que você tinha chegado. Eu estava ali no quarto com o Francis e a Clarissa.
(Maria Clara) – Oi filhinho. Como vai Clarissa?
(Clarissa) – Tudo bem tia Clara.
(Nicolas *cochichando) – Não agüento ela mãe!

(Cléo) – Tenho que ir Clara. Amanhã volto cedo e organizamos aquilo. Dá um beijinho na tia, Nic.
(Clarrissa) – Tchau Nicolas.

(Nicolas) – Mãe, hoje eu estava falando com a Zezé... eu queria estudar em uma escola.
(Maria Clara) – Por que filho?
(Nicolas) – Fico muito sozinho aqui em casa, queria ter outros amigos.
(Maria Clara) – Eu já tinha pensado nisso. Mais cedo ou mais tarde você teria que sair da toca. Vou falar com o seu pai.

Mais tarde...

(Jorge) – Boa noite Zezé. Onde está o povo dessa casa?
(Zezé) – A Clara e o Nic estão lá em cima. O Ricardo chegou faz pouco tempo, mas não sei dele.

(Alfredo) – Então é ele que anda se trancando no escritório! Mas pra que?

Segundos depois...

(Alfredo) – Tudo explicado. A Zezé não vai gostar nada disso.

Nicolas passa correndo e tromba em Alfredo.

(Alfredo) – Que isso menino! Onde está sua educação?
(Nicolas) – Desculpa Alfredo, não precisa engrossar. *pensando: Que velho chato!

(Nicolas) – Papai! Que bom que você chegou. Mãêêê, o pai chegou!
(Maria Clara) - Ei seu lerdinho, já estou aqui, não precisa gritar.

(Maria Clara) – Temos que conversar.
(Jorge) – O que foi?
(Maria Clara) – Você não acha que o Nic deveria ir para uma escola? Temos ótimos colégios em SimCity. Estudar em casa sozinho não é bom para uma criança.

(Nicolas) – Criança não!
(Jorge) – Futuro aborrescente.
(Jorge) – Concordo. Eu já andei pensando nisso. O colégio do Francis e da Clarissa é o melhor, que tal filho?
(Nicolas) – Obaaaaa!!!

Nicolas sai correndo de alegria.

(Ricardo) – Sossega moleque. Vai acabar quebrando alguma coisa.
(Nicolas) – Desculpa tio.
(Ricardo) – Já falei para você não me chamar de tio. Não sou seu tio!

(Jorge) – Eu vou deixar o colégio do Nic pago e ele já pode começar a ir no início do semestre. O que você acha?
(Maria Clara) – Acho ótimo. Nunca se sabe o dia de amanhã temos que garantir o melhor para o nosso pequeno.

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