Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 20 - O cúmplice

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(Zezé) – Alfredo, você voltou!!! Mas como? Quando?!
(Alfredo) – Eu queria poder te contar tudo minha amiga, mas não posso.
(Zezé) – Como assim? O Nic precisa saber!
(Alfredo) – Ele já sabe. Zezé, escuta com atenção, tudo que aconteceu comigo envolve muito mais que um simples acidente, eu estava, e ainda estou, em perigo.
(Zezé) – Que história é essa?! Você não deve estar no seu juízo perfeito...

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(Alfredo) – Falei demais, nem isso você podia saber, mas vou te explicar. Depois do meu acidente, eu nunca perdi a memória, inventei tudo isso para me proteger...
(Zezé) – Mas do quê? Fala logo homem, estou ficando agoniada!
(Alfredo) – Não é a hora de você saber de tudo. Resolvi acabar com essa farsa com você para te ajudar. Preste atenção, só você e o Nicolas sabem que eu estou bem e ninguém mais pode ficar sabendo!
(Zezé) – Mas...

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(Alfredo) – Não pergunte mais nada Zezé, para o nosso bem não posso dizer nada, além disso. Bem, eu tenho acompanhado o drama do Francis, converso muito com o Nicolas. Vocês precisam antes de tudo afastá-lo das pessoas que estão fazendo isso com ele!
(Zezé) – Mas como? Eu nem sei quem são essas pessoas... aliás... o Nic sabe!
(Alfredo) – Pois então, de algum modo ele tem que afastar o Francis deles, senão ele nunca vai se livrar desse vício.
(Zezé) – Eu não sei como as coisas chegaram a esse ponto! O Francis sempre foi meio rebelde, mas era uma boa pessoa. Agora ele nem parece mais o mesmo, está agressivo, vive nervoso, deprimido, até chegou a roubar!

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(Alfredo) – Isso é, de certo modo, normal Zezé. Na idade dele essas mudanças de comportamento já são comuns, imagina com os agravantes...
(Zezé) – Agravantes?
(Alfredo) – É, a falta do pai, o envolvimento com drogas... Tudo estava favorável para ele não resistir e procurar o meio “mais fácil” de se livrar dessas amarguras.
(Zezé) – Coitado do meu filho. Só de lembrar que tudo é culpa daquele safado do Júlio! E o infeliz ainda resolve aparecer, o Francis ficou desorientado e sumiu.
(Alfredo) – Calma Zezé, não vai acontecer nada com ele, fique tranqüila, logo ele aparece.

Na casa dos Macfay...

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(Ricardo) – Chegou tarde hoje Débora, estava aonde?
(Débora) – Você e essa sua mania de me monitorar. Esqueceu que eu sou livre e não te devo satisfações?
(Ricardo) – Está bem, não precisa ficar nervosa, só fiquei preocupado.

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(Débora) – Eu sei, desculpa. Mas então, como foi na delegacia?
(Ricardo) – Como você sabe que eu estive lá?
(Débora) – É... ahnn... você demorou pra voltar, liguei na empresa e sua secretária me disse.
(Ricardo) – Sei... Foi mais ou menos, complicou pro meu lado, mas vou sair dessa. Bom, estou exausto, vou dormir já.

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(Débora) – Boa noite meu gatão! *pensando “Vai dormir logo seu idiota, você me dá nojo!”
(Ricardo, pensando) – O que é seu está guardado sua vadia!

*campanhia*

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(Débora) – Se o Alfredo não fosse tão enxerido poderia estar aqui ainda, ai que falta aquele velho faz! Já vou, espera caramba!

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(Débora) – Não acredito que você teve coragem de vir até aqui!

De volta à pensão da Zezé...

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(Nicolas) – Alfredo, cheguei em casa e a Zezé não estava... ué, você por aqui Zezé?
(Alfredo) – Contei tudo pra ela Nic, não dava mais para eu ficar omisso a tudo que está acontecendo com ela e o Francis.
(Nicolas) – Desculpa por não ter te falado nada Zezé...
(Zezé) – Tudo bem Nic, eu não entendi muito bem essa história, mas vocês devem estar sabendo o que fazem.

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(Alfredo) – Pois então Nicolas, estávamos conversando e chegamos à conclusão de que a primeira coisa a ser feita para ajudar o Francis é afastá-lo...
(Nicolas) – Dos DDD, os garotos que vendem drogas pra ele. Os caras são barra pesada, ninguém tem coragem de mexer com eles na escola. E o Francis coitado, tentou ser amigo deles e deu no que deu. Agora eles o têm na mão como um objeto para lucrarem cada vez mais.
(Zezé) – Mas isso é um absurdo! Então eles são da idade vocês, estudantes de classe média alta! Como podem se envolver com isso e ainda prejudicar a vida dos outros?! Eles não precisam desse dinheiro, devem ter tudo o que querem...

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(Nicolas) – Eu também não entendo...
(Alfredo) – Certamente que o responsável pelo colégio não sabe do que está acontecendo lá, sabe?
(Nicolas) – Creio que não, e isso é o cúmulo! Eles falam disso normalmente durante o intervalo, às vezes até dentro de sala de aula, vendem na porta do colégio, até guardam as porcarias deles dentro dos armários da escola, é um absurdo o diretor não fazer nada!

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(Alfredo) – É ISSO! Você disse que eles guardam as drogas nos armários da escola?
(Nicolas) – É, normalmente eles deixam lá.
(Alfredo) – Excelente! Nic, você tem o telefone do colégio?

Enquanto isso, Francis chega em casa novamente drogado, mas passando muito mal.

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(Francis) – Ai, que tontura é essa?! Isso nunca aconteceu antes, minha cabeça está zonza, está tudo embaçado...

Francis desmaia.

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(Zezé) – Que barulho foi esse?
(Nicolas) – Parece que alguma coisa caiu ali fora, vamos ver.

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(Zezé) – Francis!!!
(Alfredo) – Nicolas, rápido, chame uma ambulância!

De volta à mansão Macfay...

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(Júlio) – Que isso filhinha, isso são modos de receber seu pai depois de tanto tempo sem nos vermos?
(Débora) – O que você quer?!
(Júlio) – Ora, a minha parte no trato! Ou você acha que vim até aqui pra ser ofendido e posto pra fora daquela casa “xexelenta” da tua mãe?
(Débora) – Trato? Não viaja cara! Eu planejei tudo, eu convenci o Ricardo a alterar o testamento e matar aquele casalzinho brega e eu que o estou aturando até conseguir colocar as mãos na “bufunfa”!

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(Júlio) – Mas quem te deu a idéia? Quem te ajudou e aconselhou quando você estava fazendo coisa errada? E o mais importante: quem sabotou o helicóptero que o Jorge e a esposa estavam viajando?
(Débora) – Ué, não foi o Hugo?
(Júlio) – Aquele é outro “mela cuecas”. A mocinha não teve coragem e me procurou pra fazer o serviço...
(Débora) – Ah, me poupe velho! Você não passa de um trambiqueiro sem vergonha que está sendo procurado nos quatro cantos do país! Você some durante anos e resolve dar as caras quando descobre que eu estava trabalhando aqui e podia tirar proveito disso. Resolveu fazer papel de pai de uma hora pra outra e agora quer o que aqui? Não tem onde se esconder?

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(Júlio) – Escuta aqui garota, você pode pensar o que quiser, mas eu fiz parte desse plano e não vou sair dessa com as mãos abanando!
(Débora) – E o que você pode fazer contra mim? Acho que não sou eu que estou sendo procurada pela polícia. Se liga pai, você é carta fora do baralho!
(Júlio) – Você ainda vai se arrepender Débora! E vai sair dessa história pior do que como entrou!

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(Júlio) – Ainda vamos nos ver, você vai precisar de mim.

Débora fica preocupada.

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