
Capítulo 22 - O ataque de Ricardo
Naquela noite...
(Zezé) – Que foi Nic? Você está tão longe!
(Nicolas) – Oi? Não é nada não. Viu o Francis hoje?
(Zezé) – Fui no hospital sim, ele estava dormindo ainda, mas o médico disse que ele está melhor.
(Nicolas) – Que bom, logo ele volta pra casa. Falando nisso, tenho uma ótima notícia pra você. Os DDD foram expulsos da escola.
(Zezé) – Jura? Ai que benção Nic, você não sabe como fico aliviada em saber que o Francis estará livre deles quando voltar às aulas.
(Nicolas) – Ele vai voltar pra aquele colégio? Afinal o diretor sabe que ele estava envolvido e...
(Zezé) – Vai sim, o Alfredo conversou com o diretor, explicou tudo. Ele entendeu que o Francis foi uma vítima nessa história. Nic? Está acontecendo alguma coisa com você sim!
(Nicolas) – Não é nada... Clarissa...
(Zezé) – Clarissa?
(Nicolas) – Hein? Eu disse Clarissa?
(Zezé) – Aconteceu alguma coisa com ela?
(Nicolas) – Não, está tudo bem... é que... acho que posso contar com você pra desabafar né?
(Zezé) – Claro querido, pode confiar, o que foi?
(Nicolas) – É que hoje eu fiquei sabendo que ela gosta de mim e não sei o que fazer, estou confuso.
(Zezé, rindo) – Como o tempo passa rápido e nós nem percebemos. Vocês já são um homem e uma mulher feitos, não podia acontecer algo mais normal do que isso.
(Nicolas) – Como assim, Zezé?
(Zezé) – Desde pequenos vocês são muito ligados Nic, apesar da sua implicância com ela naquela época. Eu via a Cléo conversando com ela, dizendo que vocês seriam namorados...
(Nicolas) – Então quer dizer que ela gosta de mim só por causa disso? Quer dizer, ela acha que gosta!
(Zezé) – Não foi isso que eu quis dizer. Claro que esse sentimento não se formaria apenas com as palavras da Cléo, mas ajudou. Agora que vocês cresceram, se conheceram melhor e vivem tão juntos, a amizade só cresceu e aquele sentimento puro de criança da Clarissa também. E você, também gosta dela?
(Nicolas) – Eu não sei, fiquei muito confuso com tudo isso, foi uma surpresa e tanto.
(Zezé) – Entendo. Dê um tempo pra você, coloque a cabeça e os sentimentos em ordem e o que tiver que acontecer, acontecerá. Só tenha certeza de suas conclusões, cuidado para não magoar a Clarissa.
(Nicolas) – Claro, isso nunca, gosto muito dela pra isso acontecer. Sabe Zezé... Hoje, depois que eu fiquei sabendo, eu já a vi de um modo diferente. Estávamos conversando e foi tão estranho...
(Zezé) – Sei...
(Nicolas) – E teve outra coisa também. A vi com o outro garoto e...
(Zezé) – Outro garoto?
(Nicolas) – Um amigo, mas eles quase namoraram há um tempo e eu...
(Zezé) – Você???
(Nicolas, rindo) – Parece que não estou querendo assumir o que senti...
(Zezé) – Deixa que eu te ajudo. Você ficou com ciúmes?
(Nicolas, sem graça) – Isso.
(Zezé) – Fica tranqüilo, vai dar tudo certo Nic.
(Nicolas) – Obrigado Zezé!
(Nicolas) – Acho que já vou dormir, hoje o dia foi pesado. Boa noite.
(Zezé) – Durma bem. E pense no que eu disse.
(Nicolas) – Tá bom, até amanhã.
(Zezé, sorrindo) – Não há dúvidas... Ele também gosta dela. Que bom, ela vai fazer muito bem a ele.
Enquanto isso, na casa de Hugo...
(Hugo) – Hoje o Ricardo foi depor novamente, não há escapatória. Em poucos dias ele vai pro xadrez.
(Débora) – Não vejo a hora disso acontecer. Estou louca pra colocar logo as mãos na grana e desaparecer dessa cidade!
(Hugo) – Eu também...
Ricardo aparece na casa de Hugo.
(Ricardo) – Que pena que vocês não me chamaram pra festinha, agora vou ser obrigado a... digamos que estragar os planos de vocês.
(Débora, assustada) – Ricardo?! Calma! Não é nada disso que você está pensando, eu...
(Ricardo) – Cala a boca sua vadia! Meu papo primeiro é com esse aí!
(Débora) – Calma Ricardo! Eu posso explicar. Estou aqui do seu lado, não combinamos que eu me aproximaria do Hugo para...?
(Ricardo) – Eu sei o que combinamos. Mas parece que você levou isso à sério demais não?
(Hugo) – Você perdeu Ricardo, não adianta vim chorar agora.
(Ricardo) – Tem certeza que eu perdi?
Ricardo saca uma arma.
(Débora) – RICARDO, PELO AMOR DE DEUS! Guarda essa arma!
(Ricardo) – Vocês não vão sair bem dessa, cantaram vitória cedo demais. Hugo, você estava comigo desde o começo...
(Hugo) – A culpa foi sua que não cumpriu com o combinado.
(Ricardo) – Claro, muito simples, e você foi logo me trapacear!
(Hugo) – Eu me meti nessa sujeira com vocês, não podia sair no prejuízo.
(Ricardo) – Relaxa cara, quem disse que você vai sair no prejuízo?
(Hugo) – Como assim? Ricardo, o que você vai fazer?!?!?!
(Ricardo) – Morrer nunca é sair no prejuízo, pelo contrário...
Ricardo atira em Hugo, que morre na hora.
(Débora) – NÃOOOOO!!! O que você fez seu idiota?!
(Ricardo) – Ficou tristinha por perder seu amante?
(Débora) – Não acredito como um dia pude me envolver com você!
(Ricardo) – Que engraçado, também tenho essa dúvida. Você, uma empregadinha sem vergonha, suja!
(Débora) – Anda, me mate logo então, acaba com tudo isso de uma vez!
(Ricardo) – Não...
Ricardo solta a arma e se afasta.
(Ricardo) – Você não merece isso, merece coisa pior! Você vai apodrecer na cadeia Débora!
(Débora) – HÁ HÁ HÁ! Faça-me rir. Quem é que está com a corda no pescoço? A polícia está de olho em você, não tem escapatória. E eu estou limpa nessa, ninguém pode provar nada contra mim!
Ricardo se aproxima de Débora que, ao ver a arma sobre a mesa, se esguia e a pega.
(Débora) – Não me obrigue a fazer isso Ricardo.
(Ricardo) – Ô Debinha... você teria coragem de me matar? Lembre de tudo que vivemos, nossas noites de amor...
Ricardo continua se aproximando.
(Débora, com as mãos tremendo) – Já disse para não se aproximar!
Débora fecha os olhos e aperta o gatilho.
(Ricardo) – Ops, parece que faltou um detalhe. A arma está descarregada sua idiota! Eu planejei tudo. Obrigado por deixar suas digitais na arma.
(Débora) – O quê?!?!
(Ricardo) – Exatamente! Ah, não esqueça de mandar lembranças pra polícia da minha parte, eles são detestáveis e já devem estar chegando.
(Débora) – Como assim?
(Ricardo) – Não precisa me agradecer por ter ligado pra eles antes de vir pra cá. Uma denúncia anônima é sempre tão empolgante. Adeus!
Débora ouve barulho de polícia.
(Débora) – Meu Deus! O que eu vou fazer?!