Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 23 - A Revanche

.

(Débora) – Se o Ricardo está pensando que vai conseguir fugir e se dar bem, ele está muito enganado!

Um tempo depois a polícia chega...

.

(Policial) – Recebemos uma denúncia anônima de que uma pessoa estava sendo ameaçada de morte nessa casa e...

O policial olha para o lado e vê o corpo de Hugo.

.

(Policial) – O que aconteceu aqui?! A senhora está presa em flagrante!
(Débora) – Mas não fui eu! Ele planejou tudo, foi uma armadilha!
(Policial) – Ele quem? Está meio cedo para começar com histórias, poupe isso para o delegado.
(Débora) – O Ricardo Macfay, ele quer acabar comigo, me incriminar! Faça alguma coisa! Ele já está sendo investigado e pretende fugir essa noite!
(Policial) – Estou a par desse caso, por via de dúvidas, vou enviar uma viatura à mansão Macfay e a senhora vem comigo.

Enquanto isso, na mansão Macfay...

.

(Ricardo) – Há essa hora a Débora já deve ter sido pega. Idiota! Tentou se dar bem sozinha, ela não fazia idéia de com quem estava se metendo. Agora, com todo esse dinheiro, ninguém nunca mais vai ter notícias de mim!

Ricardo ouve um barulho...

.

(Ricardo) – Quem está aí? Senhor Antônio?

Antônio era o vigia da mansão, ele estava do outro lado da casa. Estava escuro, Ricardo via apenas um vulto se aproximando.

.

(Ricardo) – Quem é você?!

Ricardo não teve tempo de agir, alguém desconhecido estava a espera dele e rapidamente fez o que pretendia.

.

Ricardo, baleado, cai desmaiado no chão. A pessoa que atirou foge sem deixar vestígios. Antônio, atraído pelo barulho, chega no local rapidamente a tempo de ver o vulto fugindo, logo em seguida, a polícia também chega.

.

(Policial) – O que aconteceu aqui? Recebi um chamado de um companheiro de que possivelmente Ricardo Macfay estaria planejando fulgir hoje e...
(Antônio) – Eu não sei o que aconteceu, sou apenas o vigia. Estava do outro lado da casa quando ouvi um disparo, vim correndo, mas só deu tempo de ver um vulto correndo.
(Policial) – O senhor não viu mais nada?
(Antônio) – Não, mas... talvez as câmeras de segurança tenham registrado algo!
(Policial) – Ok, você fica aqui. Este homem ainda está vivo, vou chamar uma ambulância.

No outro dia...

.

(Nicolas) – E aí Lipe, que bom que você veio cara!
(Lipe) – Estava de bobeira em casa e resolvi fazer uma visitinha. Como estão sendo as férias?
(Nicolas) – Normais, fico em casa fazendo companhia a Zezé.
(Lipe) – Eu também não tenho feito nada de interessante. Com a Drica fora fica pior ainda.
(Nicolas, rindo) – Ê amor...

.

(Lipe) – Falando nisso, e a Clarissa?
(Nicolas) – Nem me fale cara, eu não tiro ela da cabeça.
(Lipe) – Sério?
(Nicolas) – É, eu fico pensando na gente, lembrando da nossa infância juntos e agora com essa história toda...
(Lipe) – Afinal você gosta dela ou não?
(Nicolas) – Gosto, quer dizer...

.

(Lipe) – Calma, vamos devagar, também passei por isso. Vamos fazer uma espécie de teste.
(Nicolas) – Teste?
(Lipe) – É, só responde as perguntas. Vamos lá... bem... O que você faria se visse a Clarissa com outro cara?
(Nicolas) – Já vi e quase me matei de ciúmes.
(Lipe) – Certo. Você se imagina longe dela?
(Nicolas) – De jeito nenhum!

.

(Lipe) – Ok. Se vocês dois ficassem juntos...
(Nicolas) – Acho que seria legal.
(Lipe) – Caramba, nem deixou eu terminar. Você foi aprovado!
(Nicolas) – O que?
(Lipe) – Tá na cara Nic, você é apaixonado pela Clarissa.

Nicolas fica calado.

.

(Lipe) – Qual é Nic! Não tem problema nenhum nisso, vocês se gostam, têm mais é que ficarem juntos mesmo.
(Nicolas) – Você está certo... Mas o que eu faço? E se eu estragar nossa amizade?
(Lipe) – Isso é um risco que você deve correr, aliás, risco nada! Coragem Nicolas! Lembra do que você me disse quando eu estava na dúvida em relação a Drica?
(Nicolas) – Sim.
(Lipe) – Pois então, veja como estamos hoje e vá em frente!

.

(Nicolas) – Você tem razão, hoje mesmo vou falar com ela!
(Lipe, rindo) – Não só falar, tome atitude!
(Nicolas) – Atitude?
(Lipe) – Ai ai... você é mais lento que eu. Você pretende chegar pra ela e falar: Clarissa, acho que eu te amo! Dar um sorrisinho e tchau?! Ataca logo! E se faltar palavras, aí sim que você tem que partir pro ataque com tudo!

Nicolas ri... Os garotos estavam conversando e de repente Nicolas ouve um grito da Zezé, assustada, o chamando!

.

(Zezé) – NICOLASSSSS!!!
(Nicolas, assustado) – Caramba, aconteceu alguma coisa!
(Lipe) – Vamos lá!

.

(Nicolas) – O que foi Zezé?
(Zezé) – Nic, eu não sei mais o que fazer da minha vida. Lê esse jornal!

.

(Nicolas) – “Jovem é presa em flagrante por assassinato de advogado do grupo Macfay. Débora Silva disse que foi uma armadilha do milionário Ricardo Macfay que estava sob investigação há algumas semanas por fraude tributária dentro da empresa. Na mesma noite, Ricardo foi vítima de uma misteriosa tentativa de assassinato e foi internado em estado grave. A polícia investiga o caso”.
(Lipe) – Caramba!

Alfredo aparece aflito...

.

(Alfredo) – Cheguei tarde...
(Nicolas) – Alfredo?
(Alfredo) – Acabei de ler o jornal Nicolas, queria contar tudo de uma vez para a Zezé antes para... se é que isso é possível... amenizar o choque.
(Zezé) – Como assim contar tudo Alfredo?
(Alfredo) – Sobre a Débora, Zezé, infelizmente sua filha escolheu um caminho não muito honesto e seguro para se dar bem na vida.

Alfredo conta tudo para Zezé, desde a relação e o plano de Ricardo e Débora quando Nicolas ainda era uma criança, até o assassinato do casal Macfay e a tentativa de matá-lo também.

.

(Zezé) – Mas não é possível! Como minha filha faria tudo isso?! Por que?!?!
(Alfredo) – Por dinheiro Zezé, ela sempre foi muito ambiciosa e a convivência com o Ricardo, com todo o ódio que ele sentia, só fez isso aumentar. Seja forte minha amiga...
(Zezé) – Eu não acredito que isso esteja acontecendo. Meu filho internado em estado grave, minha filha presa acusada de matar um homem...

.

(Alfredo) – Ela está pagando pelo que fez Zezé.
(Zezé) – Você acha mesmo que ela seria capaz de matar uma pessoa?
(Alfredo) – Não sei, essa história está muito mal contada, o Ricardo aparecer quase morto logo em seguida, as coisas estão ligadas...
(Zezé) – Isso só pode ser um pesadelo!

.

(Nicolas) – Fica calma Zezé. Alfredo, vai com calma!
(Alfredo) – Não Nicolas, ela já devia saber de tudo antes. Uma hora outro tudo viria à tona e ela sofreria do mesmo modo.
(Zezé) – Você vai acusá-la por tentar te envenenar?
(Alfredo) – Se preciso for...
(Nicolas) – Alfredo!
(Alfredo) – Perdão Zezé, não vou ser capaz disso.

.

(Zezé) – Preciso ver a Débora, falar com ela!
(Alfredo) – Tem certeza, Zezé? Dê um tempo para a Débora se acalmar, o ambiente lá deve estar mais pesado que o comum.
(Zezé) – Não, quero ouvir da boca dela tudo isso, tentar entender por que ela fez tudo isso.
(Alfredo) – Tudo bem, eu vou com você então.

.

(Lipe) – Acho que não foi uma boa hora pra visitas...
(Zezé) – Desculpe por tudo isso Lipe, você é muito bem-vindo aqui sempre!
(Lipe) – Obrigado dona Zezé e... fique bem.

Nicolas e Lipe saem.

.

(Lipe) – Caramba! Que barra hein?! Você sabia de tudo isso, desse plano, o assassinato dos seus pais?
(Nicolas) – Sabia de praticamente tudo, mas nunca pude fazer nada.
(Lipe) – Nem imagino o que deve estar passando pela sua cabeça agora. Seu tio, responsável pela morte dos seus pais. Ele é um assassino!
(Nicolas) – Como ele mesmo dizia quando eu era criança: Ele não é meu tio!

.

(Lipe) – E agora, o que vai acontecer?
(Nicolas) – Confesso que não queria que ele morresse, apesar de tudo...
(Lipe) – Como não?! Ele acabou com sua família Nic! Esse cara merece sofrer!
(Nicolas) – Eu sei, mas...
(Lipe) – Aonde você vai?
(Nicolas) – No hospital falar com ele, tem muita coisa engasgada aqui.
(Lipe) – Mas hoje? Espera Nic, deve estar a maior balbúrdia no hospital, não vão deixar você falar com ele.
(Nicolas) – É verdade...

Clarissa ficou sabendo de tudo que aconteceu e logo foi falar com o amigo...

.

(Lipe) – Opa! É agora ou nunca Nic, lembra do que eu te disse, vou deixar vocês sozinhos. Até mais.
(Nicolas, tenso) – O que? Não, espera Lipe!
(Lipe) – TCHAU NICOLAS!

.

(Lipe) – Oi Clarissa, tchau Clarissa!
(Clarissa) – Credo, aonde ele vai com tanta pressa? Nic, está me ouvindo?
(Nicolas) – Oi?

.

(Clarissa) – Desculpa, você deve estar com a cabeça cheia. Gente, eu não acreditei quando li o jornal, que horror tudo isso!
(Nicolas) – Minha ficha ainda não caiu direito também. Na verdade eu sempre soube de tudo, mas era como se eu não quisesse acreditar. Mas agora...
(Clarissa) – Entendo.
(Nicolas) – Mas eu estou bem, não se preocupe. O Ricardo e a Débora estão pagando por tudo que fizeram.

.

(Clarissa) – Você tem razão. Mas você parecia aflito quando o Lipe ainda estava aqui.
(Nicolas, rindo) – Não parecia, eu estava e ainda estou.
(Clarissa) – Mas por que?
(Nicolas) – Clarissa, eu... você... nós...
(Clarissa, rindo) – Vamos conjugar algum verbo?
(Nicolas) – Não... é que...

.

Nicolas lembra do que Lipe havia dito: “Na falta de palavras, ataque!”

Capítulo anteriorPróximo capítulo