Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 25 - Descobertas e mudanças

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(Cléo) – Eu sabia que ia acabar tudo bem. Finalmente posso te chamar de genrinho!
(Clarissa) – Ai mãe, que vergonha!
(Nicolas, rindo) – E eu posso te chamar de sogrinha?
(Cléo) – Quando estivermos apenas nós sim, perto de outras pessoas não, por favor, isso me envelhece horrores! E eu não contei pra vocês, achei o homem da minha vida!

Nicolas fica sem graça.

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(Clarissa) – Não liga Nic, minha mãe é assim mesmo. É meio estranho dizer isso, mas fez muito bem a ela ter meu pai longe de casa.
(Cléo) – É Nic, meu casamento foi um engano, eu e a Clarissa já entendemos e aceitamos tudo isso. O Alberto é página virada...
(Nicolas) – Entendo. Mas então, quem é o cara?
(Cléo) – Sabem a tal família milionária que está se mudando pra cá? Pois então, é um casal com um filho, da idade de vocês eu acho, e ele tem um tio que é maravilhoso! Simpático, inteligente, divertido...
(Clarissa) – Tudo que você merece!
(Cléo) – Sem falar que ele é lindo e jovem!
(Clarissa) – E rico, ou seja, você não precisa se preocupar com nenhum golpe. Onde vocês se conheceram?
(Cléo) – No shopping. Ficamos de nos ver de novo, eles estão procurando uma casa para comprar. Estou encantada filhinha, você vai adorar conhecê-lo!

Nicolas e Clarissa riem.

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(Cléo) – Sua mãe deve estar muito feliz agora. Sempre sonhamos em ver vocês dois juntos, desde criancinhas.
(Clarissa) – Como vocês tinham tanta certeza?
(Cléo, rindo) – Aquela implicância do Nic com você só podia ser amor.
(Nicolas) – Acho que sim.
(Cléo) – Me dá um abraço querido!

No outro dia...

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(Nicolas) – Sem querer ser um...
(Clarissa) – Namorado?
(Nicolas) – Isso, sem querer ser um namorado chato e grudento, posso passar aí hoje?
(Clarissa) – E você ainda pergunta?! Claro Nic!
(Nicolas) – Estou com saudades.
(Clarissa) – Nic, você parece tão ansioso.
(Nicolas) – Deve ser porque estou morrendo de vergonha de falar com você assim, ainda não me acostumei.
(Clarissa, rindo) – Bobinho... que horas você vem?
(Nicolas) – Mais tarde, vou passar no hospital antes.
(Clarissa) – Você tem certeza que quer falar com ele?
(Nicolas) – Preciso disso!
(Clarissa) – Boa sorte então. Até mais tarde.

No hospital...

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(Enfermeira) – Ele está fazendo hora extra, coitado...
(Médico) – Não passa de hoje...
(Nicolas) – Com licença, eu queria falar com o Ricardo Macfay.
(Médico) – Você é parente?
(Nicolas) – N... sim, sou sobrinho dele.
(Médico) – Ok, ele está acordado, mas seja breve.

Nicolas entrou e se assustou com o que viu. Ricardo estava pálido, debilitado, com a voz fraca, mas teve forças para se mostrar forte e superior como sempre.

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(Ricardo) – O que você está fazendo aqui? Veio debochar de mim?
(Nicolas) – Não, pelo contrário. Eu tenho pena de você.
(Ricardo) – Dispenso sua piedade.
(Nicolas) – Eu queria saber porque tanto ódio, tanta ambição e mesquinharia.
(Ricardo) – Esse seu ar de bom moço me enoja sabia? O que você quer afinal?!
(Nicolas) – Quero entender por que você fez tudo isso, matou meus pais, acabou com a minha vida, prejudicou a Débora...
(Ricardo) – Prejudiquei? Aquela vadia sabia o que queria desde o início, ela foi a grande cabeça de tudo isso que aconteceu.
(Nicolas) – Isso não me importa, quero saber porque...
(Ricardo) – Por que sempre odiei seu pai? Simples! Porque ele sempre teve tudo e eu sempre fui o segundo.
(Nicolas) – Isso não é verdade, vocês foram criados como irmãos, você recebeu a mesma dedicação, senão mais, dos meus avós!
(Ricardo) – Mas isso não me bastou, eu queria mais, queria ter a vida dele, a casa dele, uma mulher como a dele, tudo! E com ele vivo isso não seria possível...
(Nicolas) – Não acredito que até nessa situação você é capaz de dizer isso.
(Ricardo) – Que situação? Eu estou muito b... bem e...

Ricardo começa a se sentir mal.

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(Nicolas) – Enfermeira! Ele não está bem, rápido! Alguém!!!
(Médico) – Saia garoto. Deixo-nos sozinhos com ele.
(Enfermeira) – Parada cardíaca, doutor!
(Médico) – Tragam o desfibrilador, rápido!

Nicolas saiu assustado, parecia que aquelas foram as últimas palavras de Ricardo. Com o que ouviu do médico e da enfermeira quando chegou e agora com o desespero dos mesmos para salvá-lo, ele não teve dúvida: Ricardo estava morrendo. O garoto decidiu esperar por notícias que vieram rápido.

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(Médico) – Sinto muito garoto, seu tio não resistiu. O estado dele era grave e...

Nicolas não disse nada e saiu. No caminho até a casa de Clarissa ele foi pensando. Ricardo queria todo o poder que seu pai havia conseguido com muito trabalho e, da maneira mais sórdida, conseguiu se apoderar de tudo, mas agora ele estava lá, morrendo, do que serviria todo o dinheiro e glória conquistada agora? O garoto não conseguia entender...

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(Clarissa) – Eu não sei se sinto por você ou se...
(Nicolas) – Sinta apenas por ele Clarissa.
(Cléo) – Pobre Ricardo, que Deus tenha piedade de sua alma.

Uma semana depois...

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(Zezé) – Nic, corre aqui, está passando notícias sobre o Ricardo e o assassinato do Hugo na TV!

“Depois de uma semana da morte de Ricardo Macfay, o mistério do assassinato de seu advogado, Hugo Ferreira, e logo em seguida, o assassinato do próprio Ricardo começa a ser desvendado. Imagens do circuito interno de segurança da mansão Macfay registraram o momento do crime e depois de analisadas, tais imagens possibilitaram a identificação do assassino. Débora Silva, acusada pela morte de Hugo, continua presa e foi constatada sua relação com o responsável pela morte de Ricardo.”

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Durante a reportagem a foto do assassino de Ricardo foi mostrada e Zezé e Nicolas não acreditaram no que viram.

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(Zezé) – Preciso ir à delegacia!
(Nicolas) – Mas Zezé...
(Zezé) – Eu vou Nic, quero encerrar de uma vez por toda essa história.

Na delegacia...

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(Policial) – O delegado está te chamando.
(Débora) – O que ele quer?
(Policial) – Temos uma surpresinha pra você!

Na sala do delegado...

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(Júlio) – Olá filhinha!
(Débora) – Filha? Quem é esse homem?
(Júlio) – Ora Débora, desista, está tudo perdido! Eles me pegaram e já sabem de tudo!
(Débora) – De tudo o que?
(Júlio) – Que fui eu quem matou o Ricardo!

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“No dia que ele matou o Hugo e você se viu sem saída, logo lembrou de mim e pediu ajuda. Eu te disse que ainda precisaria de mim. Às vezes você me orgulha sabe filha? Teve tão pouco tempo antes da polícia chegar, mas soube aproveitá-lo muito bem para me ligar...”

(Débora) - Se o Ricardo está pensando que vai sair ileso dessa história ele está muito enganado!

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(Débora) – Alô, pai? Está tudo dando errado, o Ricardo matou o Hugo para me incriminar e vai fugir hoje. Faça alguma coisa!

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(Débora) – Você é doente! Não é era para você matá-lo, só ele poderia me inocentar pela morte do Hugo.
(Júlio) – Não caia no meu conceito Débora. Você acha mesmo que o Ricardo assumiria a culpa? Eu não tive escolha.
(Delegado) – E você já estava com a corda no pescoço. Procurado em cinco estados por fraudes, estelionato, pequenos furtos, sua ficha é longa.
(Júlio) – Fazer o que né doutor, precisei me virar de algum modo!
(Delegado) – As investigações ainda estão correndo mocinha, talvez você se livre da culpa do assassinato, mas você está mais suja que pau de galinheiro, caso se livre de alguma acusação, será pega em outra.
(Débora) – Você ainda vai me pagar caro por tudo isso!
(Delegado) – Levem esses dois!

Quando Zezé chegou, Júlio e Débora estavam sendo levados e ela não pôde falar com eles.

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(Zezé) – Delegado, aquele homem é meu ex-marido, é verdade o que está passando no jornal?
(Delegado) – Sim, ele é o responsável pela morte de Ricardo Macfay.

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Aquela notícia foi como uma bomba para Zezé. Ela não conseguia entender como e porque teve que passar por tantas aprovações. Sempre foi uma mulher boa, honesta e decente, se casou jovem, mas assumiu todas as responsabilidades, e em dobro quando foi abandonada pelo marido. Ela merecia tudo aquilo? Um ex-marido assassino? Uma filha sendo acusada por vários crimes? Sua única alegria era ter Nicolas, considerado um terceiro filho, ao seu lado e saber que Francis se recuperava depois de ter passado por tantos problemas. Mas e a ela? Quem ajudaria? A doce Zezé estava cansada...

Chegando em casa...

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(Nicolas) – Como foi lá, Zezé?
(Zezé) – Depois falamos sobre isso Nic, estou muito cansada, preciso deitar um pouco.
(Nicolas) – O Camilo veio falar com você...
(Zezé) - O senhor é advogado da empresa não é? Como vai?
(Camilo) – Bem senhora. Sinto muito pelos últimos acontecimentos.
(Zezé) – Obrigada. Em que posso ajudar?
(Camilo) – Eu sou responsável não só pela empresa, mas como pelos negócios da família do Nicolas também. Agora com a morte do Ricardo, todo o dinheiro e bens que ele se apoderou ilegalmente voltam para o Nicolas, ou melhor, para a tutora dele, a senhora.
(Zezé) – Isso quer dizer que sou responsável pela fortuna do Nicolas?
(Camilo) – Resumidamente é isso.

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(Nicolas) – Camilo, ela não está se sentindo muito bem, vocês podem conversar outra hora?
(Camilo) – Certamente que sim.
(Zezé) – Me perdoe pelo mau jeito, não tenho passado por dias muito fáceis.
(Camilo) – Entendo perfeitamente, não se preocupe. O caso não é urgente, temos tempo para acertar tudo, fique tranqüila. Bom, está na minha hora, nos vemos em breve.
(Zezé) – Levo o senhor até a porta.

Zezé se despediu de Camilo e foi deitar. Nicolas foi falar com ele...

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(Nicolas) – Camilo, como vai ser agora? Legalmente agora a Zezé é a presidente do grupo Macfay. E como ela vai cuidar de tudo?
(Camilo) – Exatamente sobre isso que quero falar com ela...
(Nicolas) – Meu pai confiava muito em você, o tinha como um braço direito, assim como o Ricardo, que infelizmente...
(Camilo) – Eu admirava muito o Jorge, ele foi um grande homem!
(Nicolas) – Acho que ele ficaria feliz se você cuidasse de tudo.
(Camilo) – Se assim for, darei o melhor de mim e você pode ter certeza que nada disso que aconteceu irá se repetir Nicolas.

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(Nicolas) – Não tenho dúvidas disso, confio em você. Camilo, sobre a Débora, você tem acompanhado o caso dela?
(Camilo) – Sim, a coisa pro lado dela não está nada fácil. Ela não será condenada pela morte do Hugo, a arma usada no crime era do Ricardo, isso foi provado...
(Nicolas) – Mas foram encontradas digitais dela na arma não?
(Camilo) – Sim, ela afirma que foi tudo uma armação do Ricardo.
(Nicolas) – E como a polícia vai acreditar nela se aos olhos de todos eles estavam juntos nesse plano?
(Camilo) – A partir de umas gravações feitas na empresa.

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(Nicolas) – Gravações?
(Camilo) – Há meses praticamente descobri todo o esquema Nicolas. Aquela vez mesmo que você foi me procurar na empresa, eu já estava muito desconfiado, só faltava conseguir provas, montar o quebra-cabeça. Decidi investigar o Hugo, a Débora e o Ricardo e logo descobri que a Débora estava traindo o Ricardo com o Hugo.
(Nicolas) – E você entregou essas fitas à polícia?
(Camilo) – Era minha obrigação Nicolas. Sei que você gosta muito da Zezé, mas o que os três fizeram não tem justificativa. O Ricardo e o Hugo, que Deus me perdoe por dizer isso, deram sorte por terem morrido, caso contrário...
(Nicolas) – Então a Débora não tem chances de sair dessa?
(Camilo) – Nenhuma.

Os dias passaram e as coisas em Mac City foram se acalmando...

Zezé estava melhor, começava a se conformar com tudo que aconteceu. Visitava Francis diariamente. O garoto já estava completamente recuperado, apesar de ainda passar por algumas crises de abstinência, e parecia outra pessoa, calmo, feliz e carinhoso com a mãe.

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(Zezé) – Estou tão feliz de vê-lo melhor, Francis. Não vejo a hora de você voltar pra casa!

Francis ficou calado...
Zezé já havia percebido essa atitude do filho quando ela falava em voltar pra casa. Parecia que Francis tinha medo de que, ao sair do hospital, não conseguisse vencer o vício e voltasse para o mundo das drogas.

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(Zezé) – Não fique assim filho, seja forte, você vai conseguir superar isso!
(Francis) – Tenho muito medo mãe, não sei se vou conseguir, não quero sair daqui para correr esse risco!
(Zezé) – Estou com você, fique tranqüilo.

Débora continuava na prisão aguardando julgamento...

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(Débora) – Ei, será que dá pra vocês trazerem comida decente? Isso é nojento!
(Policial) – Maldita a hora que fui mudar de turno e para a ala feminina, mas tu é chata mesmo hein mulher?! Com tudo que você fez, devia erguer as mãos ao céu por ter o que comer.

E Nicolas estava vivendo os melhores dias de sua vida. Aproveitando o último mês de férias com Clarissa, passavam praticamente o dia todo juntos...

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(Nicolas) – Como você ainda não cansou da minha cara? Eu não desgrudo de você!
(Clarissa) – Obrigada por não desgrudar! E eu nunca que cansaria de olhar pra coisa mais linda desse mundo.
(Nicolas) – A Drica chega no fim do mês né?
(Clarissa) – Estou morrendo de saudades da minha amiga.
(Nicolas) – Sinto falta dela também. E o Lipe nem se fala, está subindo pelas paredes.

Em outro dia, na casa de Zezé...

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(Zezé) – Bom Nicolas, agora que tudo se resolveu sobre seu dinheiro, você decide: quer voltar para sua casa?
(Nicolas) – Eu não me vejo morando mais naquela casa, não me faria bem, além do que aquele tamanho de casa só para nós... credo! E você é minha família Zezé, tudo que eu tenho é seu também. Por isso já até falei pro Camilo colocar a casa à venda, ele concordou.
(Zezé) – Você quem sabe...
(Nicolas) – Mas quero que você tenha o que merece. Essa pensão não te faz bem, te traz lembranças tristes...
(Zezé) – Não se preocupe com isso Nic...
(Nicolas) – De jeito nenhum Zezé, é uma forma de agradecer tudo que você sempre fez por mim. Não vai ser nada luxuoso, uma casa simples, mas aconchegante, para mim, você e o Francis, seremos uma família de verdade. E quem sabe até o Alfredo pode vir morar conosco!
(Zezé, emocionada) – Ai Nicolas, você é uma pessoa maravilhosa, seu coração vale ouro, meu filho!

Tudo parecia estar perfeito em Mac City, até para quem não merecia.

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(Luis) – Nunca pensei que fosse encontrar a mulher da minha vida tão fácil.
(Isis) – Me diz uma coisa, é verdade que vocês vão comprar a mansão Macfay?
(Luis) – Vamos sim, negócio está praticamente fechado.
(Isis) – Que ótimo! Agora tenho que ir lindinho...
(Luis) – Tudo bem, até amanhã meu docinho de maçã verde!

TJ estava passando e viu os dois...

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(TJ) – Isis, você bebeu?! Quem é aquela figura?!
(Isis) – Meu potinho de ouro.
(TJ) – Potinho? Só se for um vaso e do bem vagabundo, o cara é um nerd!
(Isis) – Mas rico, muuuiiiito rico. Sabe a tal família bilionária que está se mudando pra cá? Pois então, ele é o herdeiro. Finalmente vou ter a vida de princesa que mereço.
(TJ) – Como você consegue beijar aquilo?
(Isis) – Imagino que é o Brad Pitt e vou na fé, mas te confesso que não é nada fácil. Ai, como ele é idiota! “Docinho de maçã verde”, eu mereço isso?!
(TJ) – Quer mesmo que eu responda?
(Isis) – Você continua idiota como sempre!
(TJ) – Sabe qual é o seu problema? Você é mal amada, precisa de um homem de verdade!
(Isis) – Ah, me poupe TJ! E quem seria esse homem de verdade?

TJ inesperadamente beija Isis, que correspondeu...

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(Isis) – O que você está fazendo garoto?!
(TJ) – Te mostrando do que você sente tanta falta, e não tente fugir, sei que está gostando.
(Isis) – TJ, quem diria hein? Você subiu no meu conceito agora!

Mas Isis não percebeu que Luis, seu pote de ouro, estava voltando...

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(Luis) – Meu xodozinho, eu esqueci de te dizer que... O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!
(Isis, assustada) – Luis?! Amoreco, não é isso que você está pensando. Eu... o TJ... TJ? Nem sei quem é esse, ele é um tarado!

TJ cai na gargalhada.

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(Luis) – Nunca pensei que você seria capaz de uma coisa dessas! Você me iludiu, me fez acreditar que você era a perfeição em pessoa, a tampa da minha panela!
(Isis) – Mas...
(TJ, rindo) – Tampa da panela?! Pelo amor de Deus Isis, nenhum dinheiro paga um mico desses!
(Luis) – Então era meu dinheiro que você queria? Você não presta Isis! Não me procure nunca mais!

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(Isis) – Ai TJ, como eu te odeio! Perdi a oportunidade de conhecer a mansão Macfay de novo! Não acredito, eu estava preste a passar um dia inteiro naquela piscina maravilhosa, sendo servida como uma rainha!
(TJ) – Mas não vai me dizer que isso também não é bom?!
(Isis) – Me solta!
(TJ) – Não!
(Isis) – TJ, é você mesmo?

E Cléo também estava radiante de felicidade...

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(Cléo) – O Edu, fazendo Cooper em frente minha casa?! Aí tem!

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(Cléo) – Será que eu estou bem? Maquiada, penteada... é, estou linda!

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(Cléo) – Edu, você por aqui!
(Eduardo) – Como vai, minha linda?
(Cléo) – Melhor agora.
(Eduardo) – Eu costumo dar uma corridinha com meu sobrinho todos os dias, mas hoje ele teve um problema com uma namoradinha e não quis vir, coisa de adolescentes.

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(Cléo) – Sei como é. Adorei a surpresa!
(Eduardo) – Surpresa?
(Cléo) – É! Vem dizer que você não fez esse trajeto de propósito?
(Eduardo) – Como pode existir uma mulher tão perfeita como você? Linda, educada, divertida e esperta!
(Cléo) – Assim você me deixa sem jeito...

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