
Capítulo 4 - A tragédia!
Passados alguns meses...
(Débora) – Não agüento mais esperar Ricardo!
(Ricardo) – Mas você não entende mesmo hein? Se não quer ajudar, não atrapalhe. Falta pouco.
(Débora) – Não precisa ser grosso... desculpa.
(Zezé) – Ansioso para seu primeiro dia de aula na escola?
(Nicolas) – Muito! Será que eu vou gostar? Será que vão gostar de mim?
(Zezé) – Claro! Você é um garoto tão fofo. E mesmo que você demore pra fazer novos amigos, você terá a Clarissa e o Francis de companhia.
(Jorge) – Filhão, não vai dar pra te levar no colégio hoje. Eu e sua mãe temos uma reunião urgente nas Ilhas Simnárias.
(Maria Clara) – Mas voltamos hoje ainda. A Cléo vai passar aqui e vocês vão juntos para o colégio.
(Nicolas) – Está bem. Nos vemos a noite então?
(Maria Clara) – Aham. Bom, temos que ir, o helicóptero está esperando. Boa aula filho. Vamos Jorge?
(Ricardo *pensando) – Finalmente! Boa viagem irmãozinho.
Despediram-se e logo depois Cléo chegou.
(Zezé) – Você pode dar uma carona pro Francis Cléo?
(Cléo) – Claro. Vou adorar levar essa molecada.
(Clarissa) – Que bom que vamos estudar juntos.
(Nicolas) – É verdade. Sabe Clarissa, quando era mais novo, eu te achava...
(Clarissa) – Muito chata né?
(Nicolas) – Não, patricinha mesmo.
(Francis) – Nossa, essa doeu até em mim!

(Nicolas) – Fica na sua Francis. Mas então, nunca deixei nos conhecermos melhor. Desculpa sabe? Agora seremos colegas de escola.
(Clarissa) – Que bom Nicolas, sempre gostei de você, mas...
Clarissa ficou chateada pela imagem que Nicolas tinha dela, o que não deixava de ser verdade, mas estava feliz pela aproximação entre eles.
(Cléo) – Chegamos. Boa aula crianças.
(Francis) – Crianças? Se liga Cléo!

(Cléo) – Olha o respeito garoto! Você mal saiu das fraldas e já se sente o homem? Te trouxe em consideração a sua mãe. Se liga você!
(Clarrisa) – Essa escola é legal Nicolas, você vai gostar.
Na casa dos Macfay...
(Ricardo) – Hugo, chegou a hora. Quando o Jorge estiver voltando das Ilhas Simnárias, você já sabe o que tem que fazer lá certo?
(Hugo) – Perfeitamente. Não há erro.
Um tempo depois, quando Jorge e Maria Clara já estavam no helicóptero de volta pra casa...
(Jorge) – Que barulho é esse?
(Piloto) – Não sei, o tanque parece estar vazio, mas eu o enchi ontem!
(Maria Clara) – Jorge, nós não...???
Nas empresas Macfay...
(Camilo) – Ei Sérgio! Dá uma olhada nisso. O testamento do Jorge foi fraudado!
(Sérgio) – Como assim? Nós que fizemos tudo. Temos que falar com o Jorge.
(Sérgio) – Ele não atende o telefone...

Em SimCity...
(Prof. Silvia) – Clarrisa Lampert?
(Clarissa) – Presente.
(Prof. Silvia) – Francis Silva?
(Francis) – Aqui!
(Prof. Siliva) – Nicolas Macfay?
(Nicolas) – Presente.
Todos os alunos pararam e se viraram para Nicolas. Macfay? Esse nome era conhecido por todos em SimCity e ninguém conhecia o herdeiro da família. Todos ficaram pasmos.
(Diretor Cássio) – Com licença professora. Preciso falar com o jovem Macfay. Pode dispensá-lo. Ah! Turma, a partir de amanhã todos com os uniformes ok?
Nicolas corou de vergonha. Fitou Clarissa em busca de uma resposta para aquilo. Saiu da sala e um cochicho geral tomou conta da sala.
(Isis) – Ei Clarissa! Me apresenta o seu amiguinho depois.
(Duda) – Maior mauricinho! Primeira vez na escola é? Temos que batizar ele.
(Clarissa) – Mas vocês hein? Deixa o garoto!
(Prof. Silvia) – Silêncio!
(Clarissa) – Professora, o Nic é novo aqui, posso ir ver o que está acontecendo?
(Prof. Silvia) – Fique a vontade querida.
Clarissa se retirou da sala e quando saiu avistou Nicolas chorando ao lado do diretor. Se aproximou...
(Clarissa) – Que foi Nic?
(Nicolas) – Meus pais Clarissa! Um acidente! Eles...
Pelo desespero de Nicolas e o olhar triste do diretor ao lado, Nicolas não precisou terminar a frase. Clarissa entendeu, assustada, e coube a ela apenas confortar o amigo com um abraço. Aquele fora o primeiro abraço de toda uma vida de convivência.
Depois de deixá-los na escola, Cléo foi para a casa dos Macfay e lá teve a notícia.
(Cléo) – NÃOOOO! Isso não pode ter acontecido!!! A Clara, minha melhor amiga, praticamente a única. Por meu Deus?!?! POR QUE!!!!!
Estavam todos chocados, exceto...
(Débora) – Finalmente. Foi-se tarde Maria Clara Macfay!
(Zezé) – Eu não me conformo! Tão jovens, pessoas boas, honestas como nunca se viu!
Alfredo tentou ser forte, mas também desabou em lágrimas. Em um momento, fitou Débora e viu sua feição alegre. Imediatamente suas lágrimas secaram e ele sentiu um ódio como nunca sentira antes.
(Alfredo) – Foram vocês!
Ele não sabia porque estava dizendo aquilo, mas essa frase o veio à cabeça e saiu com firmeza e convicção.