Mac City 2

 

 

 

 

 

Capítulo 7 - Um ninho de cobras...

No último capítulo Nicolas dormiu na casa de Zezé. Francis chegou muito tarde em casa e não deu ao menos uma satisfação para a mãe...

Francis foi pro quarto e nem reparou que Nicolas estava lá. No outro dia...

(Francis) – Que isso?! O que você está fazendo no meu quarto?
(Nicolas) – Oi Francis... é que... sua mãe me convidou pra dormir aqui e como você chegou tarde...
(Francis) – Era só o que me faltava! Dividir o quarto com esse sem teto pé rapado!

Os dois se trocaram e foram tomar café.

(Zezé) – Filho, onde você se meteu ontem?
(Francis) – Nem vem mãe. Vai começar a me controlar agora? Se liga! Feliz deve estar a Débora que finalmente saiu desse buraco!

Nicolas ficou calado...

(Zezé) – O que está acontecendo com você menino? Pirou é? Eu trabalho duro pra dar o melhor pra você e sua irmã e você me vem com sete pedras na mão? Saiba que o senhor está de castigo a partir de agora! Da escola pra casa, nada mais!

Francis se levantou e saiu sem dizer nada...

Na casa dos Lampert...

(Alberto) – Não vou almoçar em casa hoje viu? Tenho uma reunião na empresa.
(Cléo) – Tudo bem. Estava pensando em trazer o Nicolas aqui depois da aula deles.

(Alberto) – Contanto que eu não tenha que vê-lo...
(Cléo) – Pára com essa implicância! Bom, não quero brigar com você. Cadê meu beijinho?

Alberto deu um rápido beijo na esposa e saiu apressado.

(Clarissa) – Mãe, posso trazer o Nic hoje para estudarmos?
(Cléo) – Claro filha. Vou deixar um lanchinho pronto pra vocês.
(Clarissa) – Vai sair hoje?
(Cléo) – Vou comprar, comprar e comprar. Quem sabe assim me animo um pouquinho. E também vou ao cemitério levar flores pra minha amiga.

No colégio...

(Drica) – Junte-se aos bons Nic!
(Francis) – Fracassados!
(Drica) – Garoto ridículo!

(Nicolas, rindo) – Drica? É você mesmo?
(Lipe) – Vai se acostumando Nic. Essa doida muda o estilo do cabelo dia sim e o outro também. Quando ficar careca ela sossega. HÁ HÁ HÁ HÁ
(Drica) – Gostou Nic? É a modernidade até na minha cabeça!

(Lipe) – Mas e aí cara, tudo em cima?
(Nicolas) – Aham, nunca pensei que uma noite fora de casa me faria tão bem!
(Drica) – Como assim?
(Nicolas) – Eu explico...

(Francis) – E aí turma!
(Diego) – Que turma o que! Se liga maluco!
(Duda) – Deixa ele, o cara está se enturmando...
(Deivid) – E sendo muito útil.
(Francis) – Tá em pé aquela parada hoje à noite?
(Duda) – Com certeza!

(Diego) – Ele está muito “sisi”
(Deivid) – Quê?
(Diego) – “Si sintindo” seu burro! Somos os DDD e não DDDF...
(Duda) – Veja o lado bom. Estamos ganhando uns trocados...

Na empresa Macfay...

(Ricardo) – As coisas vão mudar por aqui. O Jorge era muito bonzinho e tolerante. Podem providenciar a demissão de alguns seguranças, secretários, faxineiros e qualquer outro tipo de ralé, povo inútil!
(Camilo) – Mas Ricardo, o Jorge colocou essas pessoas aqui por necessidade da empresa... e para ajudá-las!
(Ricardo) – Essa é a questão! Ajudar? Ninguém nunca me ajudou. Chega de Jorge, ele já era. Estão esperando o que? Vão trabalhar. Você fica Hugo.

(Camilo) – Não sei onde o Jorge estava com a cabeça...
(Sérgio) – Tem alguma coisa estranha nessa história toda. O Ricardo nunca teve nenhum cargo de destaque aqui dentro. A troco de que o Jorge faria isso?!

(Ricardo) – Você não deixou nenhuma suspeita, certo?
(Hugo) – Foi tudo feito nos mínimos detalhes, sem chances de alguém desconfiar. O único problema é a perícia agora.
(Ricardo) – Como assim?

(Hugo) – Oras, os destroços do helicóptero estão sendo analisados. Há provas e testemunhas de que o helicóptero estava com o tanque cheio. Com certeza vão descobrir que ele foi sabotado.
(Ricardo) – E você só me diz isso agora?! Temos que fazer alguma coisa!
(Hugo) – Já pensei nisso, fica tranqüilo, sei o que fazer. Agora quero saber do meu!
(Ricardo) – Seu o que?

(Hugo) – Minha parte! Está achando que fiz tudo isso por simpatia a você? Vai nessa. Combinamos um quarto, um quarto de todo o patrimônio pra mim!
(Ricardo) – Você está viajando! Um quarto? Você vai continuar com seu emprego aqui, com seu salário triplicado, já está de bom tamanho.
(Hugo) – Não foi isso que...
(Ricardo) – Não me interessa o que você disse que combinamos. Tem provas? Está bom demais para você!

Hugo saiu se roendo de raiva...

(Ricardo) – Ele ainda vai me causar problemas...

No cemitério...

(Cléo) – Clara, por que isso tudo foi acontecer? Sinto tanto sua falta amiga. Eu não me conformo! O Nicolas anda tão tristinho, mas vou cuidar dele como se fosse meu filho. Adeus querida.

No colégio...

(Prof. Silvia) – Hoje vamos fazer um trabalho em grupo. Formem grupos de seis pessoas.

(Nicolas) – Posso fazer com vocês?
(Drica e Lipe) – Claro! Vem também Clarissa.

(Lipe) – Faltam dois.
(Drica) – Ah não! Isis e TJ se aproximam. Não vou com a cara deles.

(Isis) – Oi gente!
(Drica) – Por isso não gosto dela, já se chega se acomodando. Garota espaçosa!

(Isis) – Sinto muito por o que aconteceu com seus pais Nicolas. Precisando de um ombro amigo...
(Nicolas) – Valeu Isis.
(Lipe) – Aí Nicolas! Arrasando corações.

(Clarissa) – Bom gente, por onde começamos? Acho melhor rever toda a matéria pra depois fazer os exercícios.
(TJ) – Concordo. E claro que com você estudando com a gente a coisa vai fluir perfeitamente.
(Dricas) – Ui! Ti fofinho TJ. Estou vendo que você não se preocupa em disfarçar né? Mas pára um pouco, está muito meloso.

Clarissa ri.

(Drica) – Ai gente! Odeio biologia. Em que vai mudar minha vida saber ou não os nomes desses bichinhos nojentos que nunca vi nada vida?!
(Lipe) – Tem uma vantagem... olha essa planária, parece que ela é vesga. Podemos apelidar alguém.
(Isis) – Que horror gente. Então Nicolas, você estudava em casa não é?

(Nicolas) – Isso... era uma chatisse.
(Isis) – Talvez você esteja atrasado em relação a nossa turma, ou muito adiantado. Posso te ajudar a colocar as coisas em dia.

(Nicolas) – Claro! Vou adorar.
(Clarissa) – Mas não vai precisar Isis, combinamos de fazer isso hoje lá em casa, não é Nic?
(Drica) – Tuf tuf! Clarissinha afiadíssima hoje!

Depois da aula, no intervalo...

(Isis) – Aquela bolota da Drica é insuportável. Menina pentelha!
(TJ) – Deixa ela, deve ser algum complexo.
(Isis) – Você vai continuar investindo na Clarissa?
(TJ) – E como não? Tem partido melhor nessa cidade?
(Isis) – Partido? Que coisa mais velha TJ, nem meu pai fala isso mais. Bom, além de mim, ela até pode ser. Mas nesse corpinho perfeito você não põe a mão tão cedo!

(Drica) – Amei amiga! Aquela Isis estava precisando de alguém pra cortar as asinhas dela.
(Lipe) – Também, com aquele tamanho de boca, como que ela consegue ficar calada?
(Clarissa) – Não falei aquilo com a intenção de cortar ela, mas é verdade, eu já havia combinado com o Nic.
(Nicolas) – Gostei dela. Ela parece ser gente boa, prestativa, e linda né Lipe?

(Lipe) – Isso eu não posso negar. Ela é uma das mais gatas desse colégio.
(Clarissa) – Não conheço ela muito bem, pra mim ela não cheira nem fede.
(Lipe) – Ficou calada por que Drica?
(Drica) – Nada Felipe, nada!

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